No mesmo dia em que o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, concedeu entrevista ao JC, o presidente da Associação Paulista de Jornais (APJ), Fernando Mauro Salerno, fez uma avaliação sobre o relacionamento entre os veículos de comuncação e o Poder Judiciário.
“Partindo do pressuposto que não há democracia sem a existência da informação, e não há direito a ser exercido pelo cidadão se ele não for informado da sua existência, os veículos de comunicação têm a tarefa de promover uma melhor compatibilização entre imprensa e Judiciário”, afirmou.
Na opinião dele, imprensa e Judiciário, respeitadas as respectivas esferas de atuação, são indispensáveis à convivência social, representam a liberdade de manifestação do pensamento e as garantias dos direitos individuais, contribuindo de maneira decisiva para o estabelecimento de uma sociedade mais justa, livre e democrática.
“Os jornais associados à APJ têm procurado ao longo dos últimos anos travar um verdadeiro compromisso com a informação de qualidade, investindo na apuração e na qualificação da notícia, aprimorando os controles éticos nas redações e, principalmente, investindo no talento e na competência de seus funcionários, evitando, assim, a superficialidade, a precipitação, o chamado ‘espetáculo antijornalístico’”, destacou Salerno.