Tribuna do Leitor

PARABÉNS AO CCZ


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Embora tenha sido uma exigência da Funasa, antes tarde do que nunca. Segundo matéria no JC de 11/10 pp., parece que vai chegar à nossa querida Bauru a “posse responsável”. As declarações do dr. Neto me emocionaram, sobre como os animais são descartados por parte da população. Que bom que agora profissionais que tanto estudaram e juraram tentar salvar vidas possam vir a colocar em prática tudo o que for possível para minimizar o sofrimento dos mesmos. Espero que com tal tomada de posição, embora tardia, possamos vislumbrar um melhor destino para os nossos irmãos, dito, menores. Tal notícia me faz, no intuito de colaborar, humildemente, dar algumas sugestões:

1) Que se use o “bom senso” quando de denúncias de maus-tratos, pois via de regra a demora é tanta que tem ocasionado em 90% dos casos a morte da vítima. Uma vida em perigo, não pode esperar a “burrocracia” de 15 ou mais dias;

2) Que se apliquem as penalidades previstas em lei (multas), pois está provado que a impunidade é o maior gerador de violência;

3) Que as pessoas com propensão a abandonar seus animais quando bem lhes aprouver, sejam penalizadas, desestimulando assim a adoção de outro coitado que venha a cair em suas mãos. Alguns desses indivíduos são velhos conhecidos;

4) Que não seja mais “subjetiva” a questão de maus-tratos, pois como foi definido (pelo dr. Neto), parando de espancar cessa o crime. Com essa visão, os seres humanos estariam à mercê dos malfeitores. O CCZ abriga médicos veterinários, supostamente competentes, capazes de identificar o certo do errado;

5) Que os donos de animais de grande porte, recolhidos, paguem as multas correspondentes, deixando assim de dar despesas ao município (combustível, funcionários, tempo, etc.). À Secretaria da Saúde cabe a responsabilidade de preservar toda população, no tocante à presença desses animais em vias públicas. Municípios em condições financeiras bem mais favoráveis que a nossa não renunciam a tal receita;

6) Que sejam retiradas da área urbana as grandes boiadas existentes, pois pastam tranqüilamente à beira de vias expressas. Não acredito que a Secretaria da Saúde seja ingênua a ponto de ignorar o destino do leite e carne desses animais. (Maria Dolores Barbosa Gómez - RG W568540-8)

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