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Com novo diretor, Febem tem dia de visitas sem ocorrências

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Seis dias após a nomeação de seu novo diretor (coronel da reserva Cid Monteiro de Barros), a unidade de Bauru da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) teve ontem um dia de visitas tranqüilo e sem incidentes. As pessoas que enfrentaram a chuva e foram até a instituição para visitar os adolescentes internados não encontraram filas e, preocupados com as mudanças, retornaram para suas casas mais tranqüilas após conversar com os menores.

Foi o que ocorreu com o pai de um adolescente de 17 anos internado há poucos dias e que não quis se identificar. Ele conta que estava apreensivo, mas encontrou o filho calmo durante a visita. “Eu não sabia o que esperar, depois dessa mudança de diretor. Mas ele (o filho) me disse que tudo está bem. Ele está sofrendo lá dentro, mas pela falta de liberdade e não pelas mudanças”, diz.

A mãe de um adolescente de 15 anos, que também pediu para não ser identificada, comenta que soube da nomeação do novo diretor pela imprensa e que acha que a mudança veio em boa hora.

“Espero que a situação melhore, porque do jeito que estava, não podia continuar. Teve fuga, brigas e os meninos que não se envolvem correm perigo. Vou falar com meu filho e pedir calma. Quero conversar com ele e orientá-lo a não se envolver em discussões e confusão”, revela.

A demissão da diretora Celi Aparecida Martins Perpétuo, e conseqüente nomeação de Barros, ocorreu uma semana após o registro de uma rebelião com reféns na unidade. A falta de controle foi apontada pela assessoria de imprensa da Febem como o motivo da alteração. Esse é o quinto diretor da Febem de Bauru, desde a inauguração do prédio, em 2002.

Em nota divulgada à imprensa, o presidente da Febem e secretário da Justiça e Defesa da Cidadania, Alexandre de Moraes, informou que o afastamento da diretora ocorreu porque a unidade apresentou, nos últimos meses, um vasto histórico de agressões de funcionários provocadas por internos e brigas entre os jovens.

Segundo a assessoria, durante a gestão de Celi também estariam ocorrendo muitos desentendimentos entre a direção e os funcionários e o regimento interno da unidade não estaria sendo cumprido. No entanto, o órgão nega que a chegada de um militar ao comando da unidade represente um endurecimento na linha de conduta.

Desde fevereiro de 2003, de acordo com os dados da Febem, ocorreram na unidade de Bauru quatro fugas coletivas (com 60 fugitivos no total), quatro tumultos e duas rebeliões.

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