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Alerta vermelho


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O resultado do segundo turno das eleições municipais levantou um alerta nas hostes petistas. As derrotas em capitais como Cuiabá, Belém, Curitiba e Goiânia são expressivas, entretanto, nenhuma tem maior significado do que as perdas em Porto Alegre e São Paulo. A capital gaúcha era a base do petismo, que dirigia a cidade há 16 anos. Na capital paulista, a importância estratégica que os caciques petistas forneceram à disputa majora também os efeitos de sua derrota.

O principal alerta para o PT veio do segundo turno. Das 23 cidades em que disputou, venceu em 11, perdendo naquelas em que mais se empenhou. Curiosamente, o partido foi reposicionado para capitais de menor renda e mais suscetíveis ao assistencialismo, em especial no Nordeste, Centro-Oeste e Norte, perdendo a corrida para a administração de estratégicas cidades brasileiras, de maior renda e escolaridade. A sucessão de derrotas iniciou-se em Porto Alegre, seguindo por Curitiba, Cuiabá, Belém, Goiânia e culminando em São Paulo. A estrutura gaúcha do petismo, por exemplo, foi fortemente golpeada. Depois de governar o Estado do Rio Grande do Sul e suas principais cidades ao mesmo tempo, o partido foi praticamente excluído do mapa político administrativo gaúcho, perdendo o governo do Estado em 2002, e a administração petista das principais cidades em 2004, como Pelotas, Caxias do Sul e a capital, Porto Alegre.

Os vencedores do pleito, além dos candidatos ungidos pelas urnas, são aqueles que colocaram em jogo seu prestígio pessoal para levar seus candidatos à vitória, como Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Credencia-se desde já para a sucessão presidencial em uma eventual aliança com o PFL.

Derrotado nas cidades que mais se empenhou para eleger seus pares, o PT recebeu um alerta das urnas. Ao invés de buscar explicações ou uma suposta vitória, os petistas devem ler o recado das urnas. Se desejarem Lula reeleito, correções de rumo deverão ser realizadas, dentro de um partido com novas lideranças políticas. (O autor, Márcio Chalegre Coimbra, é advogado)

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