Politicando

Síncope cardíaca não dói...


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No ano de 1962 a Associação Profissional dos Trabalhadores em Indústrias Gráficas de Bauru deflagrou greve por melhorias salariais e para que as trabalhadoras gráficas começassem a receber o salário mínimo.

As discussões preliminares haviam se mostrado infrutíferas, pois o proprietário de uma empresa local declarou as lideranças sindicais que mulher só precisava do dinheiro suficiente para comprar pinturas, roupas e, com isso, conseguir arrumar marido.

Diante de tal impropério, as lideranças sindicais deflagraram o movimento grevista e o então padre Pedro Paulo Koop, posteriormente bispo na cidade de Lins, arvorou-se como intermediário entre os grevistas e os proprietários de gráficas da cidade. Em uma reunião, o padre apelou para os grevistas:

- Vocês precisam acabar com a greve imediatamente, pois o proprietário de uma das indústrias anda muito nervoso e corre o risco de ter uma síncope cardíaca e morrer. E depois vocês vão ficar arrependidos...

Nisto foi interrompido pelo presidente da associação, Edson Francisco da Silva, que retrucou:

- Olha padre Pedro Paulo... morrer de síncope é uma maravilha... Não dói nada e a pessoa nem sente. Meu pai morreu disto, foi rapidinho e sem sofrimento algum... O senhor não precisa se preocupar com o sofrimento dele de modo algum.

Contada por Antonio Pedroso Júnior

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