Uma mulher de 35 anos conseguiu escapar de um estupro anteontem à noite graças à força que encontrou para gritar e lutar contra o agressor. No embate, o homem que a arrastou até um terreno baldio no Jardim Carolina, sofreu escoriações assim como a vítima.
“Peguei uma pedra e dei na cabeça dele até me desvencilhar. O vizinho, que ouviu os gritos, apareceu. Eu fui em direção dele e o rapaz fugiu pelo outro lado do terreno”, conta a agredida, que conhecia de vista o moço.
Os dois se encontraram anteontem numa lanchonete e ele se ofereceu para acompanhá-la a pé em casa. Ela diz que negou o convite, mas como o caminho dos dois era comum, seguiram juntos por um trecho. “Ele falou que queria ficar comigo. Eu disse que gostava de outro. Depois, ele tentou me beijar à força. Me desvencilhei. Falei que eu ia entrar. Quando fui abrir o cadeado do portão, ele voltou, me pegou pelo pescoço e tapou minha boca”, relata a mulher.
Imobilizada, ela conta que foi arrastada até o fundo de um terreno baldio. Lá ela teria sido deitada no chão. “Eu achei que eu ia morrer. Eu disse que deixava ele fazer o que quisesse, mas que me deixasse viver porque tenho dois filhos”, recorda. No momento em que ele usou uma das mãos para desabotoar a calça, enquanto mantinha a outra mão pressionando o pescoço dela, a vítima decidiu reagir.
“Dei um chute nele. Ele caiu e eu comecei a gritar. Depois, ele me pegou de novo, fechou minha boca e começamos a lutar. Foi quando peguei a pedra”, informa a mulher, que além das escoriações e das manchas roxas, torceu o pé. “Foi a pior coisa que me aconteceu na vida. Foi pior que apanhar de marido. Os vizinhos chamaram a polícia, que chegou rápido. Acharam o tênis dele e um celular”, diz a vítima.
Até o fechamento dessa edição, ainda não havia confirmação de que o dono do telefone é o homem qualificado no boletim de ocorrência registrado no plantão da Polícia Civil. A DDM instaurou um inquérito para apurar o caso, cujos detalhes não foram informados para não atrapalhar as investigações.
A última ocorrência de tentativa de estupro registrada pela DDM foi no final de julho, na Quinta da Bela Olinda, quando uma outra mulher também foi arrastada para o mato. Posteriormente, o acusado do crime foi reconhecido e preso.