Gasta-se muito em campanha contra o tabagismo. O que acho correto porque o cigarro é talvez o maior causador de doenças como o câncer de pulmão, fadiga, envelhecimento precoce, entre outros. Porém, não vejo muita campanha contra um mal, que é talvez o maior problema social de hoje. O alcoolismo. O álcool é a droga mais consumida em todo o mundo.
Para muitos, qualquer problema de ordem financeira, amoroso ou familiar, a fuga é buscar no álcool o seu motivo de encarar os fatos. E é assustador o número de jovens adolescentes enveredando por esse caminho.
É só observar nas noites de Bauru, o tipo de bebida e quantidade que eles consomem. A “moda” do momento é tomar vodka com limão, mas tem a margarita, a bomba (o nome já diz tudo), o capeta (que no passado era chamado de farmácia), que é uma mistura de vários tipos de bebida forte. Tem a batida com vinho, batida com champanhe, e um “tal” de Raifai, nem sei se é assim que se escreve e do que é composto.
É claro que o consumo é maior entre o adolescente homem.
Tem muitos pais que vêem seus filhos saírem, mas não vêem chegar em casa. Às vezes chega em casa “baqueado”, quase amanhecendo o dia, imagina-se que ele está assim pelo cansaço ou pelo sono, mas na realidade ele está quase dopado pelo álcool. Dizem os entendidos no assunto que a bebida destilada é pior que a fermentada, sendo a destilada a grande causadora da cirrose e outras doenças do fígado.
Conversando outro dia com algumas enfermeiras do pronto-socorro do HB, elas disseram que 80% das ocorrências (principalmente à noite) são decorrência do álcool, seja por acidente no trânsito, brigas e até pressão alta, que é a causadora do infarto.
Tempos atrás o Jornal da Cidade publicou uma interessante matéria sobre o bebedor social. Independente da classe A, B ou C, todos dizem que são bebedores sociais. Mas são poucos que bebem com moderação. Não sei qual é mais difícil de se largar, o cigarro ou a bebida, só sei que a bebida traz muito mais transtornos à família. Hoje o jovem é muito mais esclarecido culturalmente e portanto com maior capacidade de discernimento daquilo que é bom ou ruim para ele. Hoje o diálogo entre pais e filhos é muito mais amplo do que 15 ou 20 anos atrás. Cabe a nós dar a primeira palavra.
Seria importante que os meios de comunicação de nossa cidade dedicassem um pequeno espaço no combate a essa doença. Alguns freis e padres já estão comentando com os jovens as conseqüências desse que poderá se tornar um vício, se não houver conscientização do malefício dessa droga.
João Batista dos Santos - RG 12.632.072