O que era para ser um simples procedimento burocrático acabou provocando um conflito entre a Creche Leocádio Correa e a família de um dos alunos. Os pais reclamam que não puderam fazer a matrícula do filho porque deixaram de contribuir financeiramente com a entidade nos últimos dois meses. A instituição alega que não garantiu vaga para a criança porque a mãe ainda não comprovou que trabalha.
A fotógrafa e webdesigner Elaine Massucci conta que, ao procurar a creche, no início do ano, foi convidada a contribuir mensalmente com R$ 40,00. Como a instituição tem convênio com a prefeitura e recebe subvenção municipal, não deve cobrar pelas vagas, mas pode pedir ajuda financeira aos pais, desde que ela seja facultativa.
Massucci afirma que pagou as contribuições até setembro, mas depois disso deixou de ajudar a instituição. “O meu orçamento ficou apertado”, argumenta.
Segundo ela, a surpresa veio na semana passada, quando ela tentou garantir uma vaga para o filho em 2005. A creche teria dito que a mãe estava devendo R$ 120,00 para a entidade. Desse total, R$ 20,00 diziam respeito à matrícula e o restante às duas mensalidades, já acrescidas de multa de R$ 10,00 cada uma por atraso.
A cobrança deixou Massucci revoltada. “De colaboração, se transformou em mensalidade. Ainda me disseram que se eu ficasse com meu filho em casa, ele daria mais despesas”, comenta.
A diretoria da creche, por meio da assessoria de imprensa, nega que a matrícula esteja vinculada à contribuição e argumenta que ela é paga por apenas 30% dos alunos. Segundo a instituição, o problema é que Massucci não apresentou um comprovante de emprego para indicar que necessita de um local para deixar o filho.
Ainda de acordo com a diretoria da creche, atualmente há 104 crianças matriculadas e outras 180 na lista de espera. Por esse motivo, está sendo dada prioridade aos filhos de mães que trabalham.
A Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) tem uma reunião de rotina com a creche agendada para a próxima terça-feira. A titular da pasta, Lília Christina de Oliveira Martins, afirma que foi procurada por Massucci e, em razão disso, incluiu o seu caso entre os assuntos que estarão em pauta.