Mesmo sem saber exatamente quanto custou todo o sistema aos cofres públicos, João Sérgio Carneiro afirmou ontem que considera o custo “muito barato em relação ao benefício que proporcionará”. Ele também não soube quantificar o número de câmeras instaladas.
“O sistema tem entre 12 e 15 câmeras, foi licitado e custou algo em torno de R$ 2 mil”, disse. O secretário ressaltou que a decisão de instalar o sistema foi tomada na gestão anterior da secretaria, na época do médico Hanna Saab. “Mas, enquanto bauruense, apóio totalmente a medida”, diz Carneiro.
“O PSC é um lugar público, com alto nível de estresse, freqüentado por muitos bêbados e drogados que provocam tumultos e brigas, colocando em risco principalmente as enfermeiras. O circuito interno é o meio mais barato e funcional de inibir a ação destas pessoas”, afirma, ressaltando que o custo da contratação de vigias ou empresas de segurança seria muito maior. Carneiro diz ainda que a instalação das câmaras está sendo feita agora apenas no PSC, mas o plano é estender o sistema às unidades descentralizadas.
O advogado do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), Sandro Fernandes, afirmou que vai questionar a prefeitura sobre a legalidade da medida. “Decisões como esta precisam estar baseadas na legalidade, moralidade, fundamentação e impessoalidade, que são os princípios constitucionais de controle dos atos administrativos”, explica.
Depois de oficiada, a administração terá 15 dias para responder. O Sinserm também questionará o poder público, adianta Fernandes, sobre o modo como foi feita a compra do equipamento, se a medida causa realmente algum constrangimentos aos servidores e se a população aprova tal gasto.