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A morte de Arafat


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Arafat foi o símbolo da resistência palestina ao Estado de Israel. Arafat era incorporado a um grupo terrorista, OLP, que tinha como pretensão a destruição do restabelecimento do país judaico em suas antigas terras citadas na Bíblia Sagrada.

Há que se perguntar, a resistência foi um bem ou um mal para Israel e para os palestinos? Eis a questão.

Os judeus que foram massacrados pelo holocausto nazista, sendo que os nazistas culpavam os judeus pela criação do socialismo e pela revolução soviética comunista. Com medo do socialismo, o Estado alemão adotou a resistência por um nacionalismo que mais defendia a oligarquia capitalista alemã, incorporando também a filosofia fascista italiana e um anti-semitismo histórico, e, com raiva dos judeus socialistas atacaram todos judeus da Europa.

Foram seis milhões de judeus mortos, e os judeus que conseguiram fugir deste inferno europeu não tinham para onde ir, e começaram a caminhar para a Palestina que estava sob domínio britânico, lá encontraram uma terra árida, um local inóspito, e o povo palestino.

O Sionismo que já no século XIX queria um estado judaico, premeditando e até quase profetizando o nazismo, após a primeira guerra mundial, com a queda do império otomano, conseguiu em 1917 através do Tratado de Balfour promulgado pela Grã-Bretanha onde esta declarava a favor do estabelecimento, na Palestina, de um lar nacional para o povo judeu, o mandato foi formalizado por 52 governos representados na Liga das Nações em 24 de julho de 1922.

Os judeus caminhando para a Palestina, e sendo expulsos de vários países árabes só fizeram crescer Israel, que para se defenderem dos palestinos criaram organizações paramilitares. A luta era constante entre os dois povos, e para pôr um fim nelas a ONU em 1948, criou o Estado de Israel e o da Palestina.

A não criação pelo povo palestino de seu Estado, e a não aceitação dos palestinos em conjunto com os países árabes pela formação do Estado de Israel pela ONU só criou conflitos entre as partes. Após a independência de Israel os árabes atacaram imediatamente o Estado recém-formado com cinco exércitos (Egito, Síria, Transjordânia, Líbano e Iraque), sendo que o secretário-geral da Liga Árabe, Azzam Pasha dizia: “Esta será uma guerra de extermínio e de um massacre instantâneo, que será lembrado como os massacres mongóis e as cruzadas.”

Israel venceu esta guerra e as demais. A rivalidade em conjunto com a luta pela sobrevivência tornou o Estado de Israel num país altamente militar, porém odiado pelos países árabes, e a resistência palestina acabou ao longo destes 54 anos de independência de Israel mais ajudando o seu crescimento do que lhe destruindo.

Arafat foi o dirigente maior do povo palestino, apesar de aderir às guerras e ao terrorismo, também abriu caminhos para a paz, e seu povo, com certeza, o terá em grande consideração.

O autor, Isaac Sayeg, é jornalista e escritor

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