Não são somente nos trajes individuais, apresentados em público, as diferenças que se possam constatar entre os sexos masculinos e femininos das pessoas. Quando foram criados, Deus os imaginou e fez desiguais em muita coisa, inclusive, naturalmente, nos pensamentos, palavras e obras, dando-lhes, porém, como função máxima, a excelsa geração de seres, a mulher produzindo espécies e tendo no homem os seus insubstituíveis coadjutores. E nascendo e se tornando adultos, assumem as mulheres as missões que aprendem no decurso da vida, nas quais se especializam. Eis porque no começo cabiam às femininas somente as atividades do lar, cuidando dos serviços domésticos, assim como da educação e encaminhamento da família. Séculos passaram, conseqüentemente, com a mulher sendo alvo, assim, dessa discriminação que, porém, um dia desapareceria, passando elas a ter participação no contexto das populações ativas, junto às quais começaram a viver destacadamente. Mas, a discriminação continua existindo quanto à remuneração salarial, pois o que pagam ao feminismo os governos, e empresariado e outros patrões é ainda inferior aos masculinos médios. Exemplifica-se citando que na França a remuneração feminina é em média 30% mais baixa que a masculina mesmo que tenham o mesmo nível de formação profissional. E aparece mais grave referindo-se ao Terceiro Mundo, onde as mulheres trabalham em número de horas significativamente maiores que os homens e recebem a décima parte dos rendimentos que estes rotineiramente obtém em uma jornada de menos horas, não se contando o valor do tempo que elas aplicam nos seus deveres domiciliários, cuidando de tudo quando não têm condições de remunerar faxineiras e demais competentes serviçais. Considera-se, por isso, ter chegado o momento de se nivelar em valor a funcionalidade profissional de ambos os sexos, tendo-se em vista a equivalência de suas tarefas no conceito da justiça, beneficiária de todos a partir do nascedouro. Não seja porque uns vistam camisas e calças e as outras blusas e saias que possam ser avaliadas diferentemente. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado e jornalista responsável do JC). “Sonhar com o futuro é esperança. Sonhar com o passado é a saudade, feita de cinzas e amor. E um recebe do outro, por herança, o momento que passa, ou seja, a breve realidadeâ€.
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