Alguns bairros da cidade estão ganhando elogiável presente. A conquista acaba de ser exaltada através de ampla matéria da colega Thaís da Silveira, estampada no JC deste domingo, destacando que médicos, dentistas, psicólogos e outros especialistas da saúde estão surpreendendo, mudando para tais vilas, as mais populosas, os seus prestativos consultórios. Então, clínicas que até agora estavam montadas somente em pontos da área central começam a trocar de endereço, tomando rumos descentralizados, o que é, realmente, uma surpresa altamente expressiva. Vários motivos a justificam, pois, além de passarem a acontecer nas proximidades das residências de moradores suburbanos têm, doravante, o privilégio do estacionamento de automóveis bem próximos dos consultórios, o que não conseguem nas vias centrais.
Por isso, a novidade está parecendo mesmo um real presente dos profissionais, merecendo, conseqüentemente, as colocações oportunas e elogiosas com que a querida Thaís valorizou sua elástica reportagem. Faria jus, também, aos aplausos, a disseminação que venham a ter outras vilas ainda esquecidas, afim de que mais bauruenses possam contar com a primazia, uma vez que, além de atenderem em seus próprios gabinetes, os médicos e demais clínicos se capacitam para acudir clientes também em suas próprias moradias, levando pessoalmente até eles, em poltronas ou dormitórios, as suas competências científicas. E quase todos vão além, fornecendo gratuitamente medicamentos aos necessitados. “Nossa opinião” bate palmas ao empreendimento, se lembrando que, até há bem pouco, tais serviços particulares de saúde só eram prestados em prédios do Centro da cidade, gerando reconhecidos problemas.
Então, que muitos outros venham a ser instalados na periferia ou próximos dela. Uma cidade do porte desta, risonha e franca, não pode continuar se realizando sem essa inovação, já implantada em outras, nas quais prestam serviços de grande importância para as populações suburbanas. Não o merecem somente doentes que, morando no centro ou perto dele, com um simples grito são logo atendidos.
O autor, N. Serra, jornalista responsável pelo JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado. “O mar é vasto, o mar é plácido, o mar é fundo, o mar é inquieto, o mar é forte, o mar é triste, o mar rolando, o mar beijando, o mar bramindo, o mar chorando, o mar dançando, o mar cantando...”