O fato relatado pelo historiador e professor Irineu de Azevedo Bastos, no “Politicando”, à página 4, do Jornal da Cidade de 12 de outubro, fez reviver a figura da ex-NOB e de todos os ferroviários por ele mencionados.
O primeiro deles, Socrates Bozzini, que antes de se aposentar exerceu o cargo de Inspetor de Tráfego, com o qual trabalhei como Chefe do Expediente. Também foi seu subordinado, nessa época, o sr. Gabriel Ruiz Pelegrina, ferroviário e historiador bauruense, com quem muito aprendi sobre a história de Bauru e da região.
O segundo citado, Cirilo Aquino Prazeres que chefiou muitas estações e ocupou no final de sua carreira o cargo de Chefe do Movimento. A seguir, o professor Irineu, mencionou Constantino Meira, Paraibano de Souza, onde nasceu a 27 de outubro de 1893 e muito amigo dos também ferroviários, Euclides Bastos e Ataliba Bastos, tios de Irineu. Foi o sr. Meira, no ano de 1943, quem introduziu nas estações (33) desde Bauru e até Guatambu, antes de Araçatuba, o conhecido “Livro de Presença” (o da estação de Avaí está no Museu Municipal da cidade). Luciano Dias Pires, ferroviário e historiador bauruense foi o sucessor do sr. Meira no cargo de Relações Públicas.
Gomes de Araújo, além de ferroviário era jornalista e no dia 11 de julho de 1949, viajava a serviço, retornando de Araçatuba, pelo trem P-4. Pouco antes de atingir a estação de Cafelândia, a locomotiva 623, que rebocava o trem, soltou dos trilhos numa curva, resultando a morte do maquinista Aguiar, do foguista Cassiano, do graxeiro Juares, do jornaleiro Claudio e do Fiscal Emilio Domingos de Moraes. A sexta vítima faleceu, dias depois, na Santa Casa de Bauru.
O último dos citados, Dorival Teixeira de Godoy, o músico, ferroviário que exerceu desde 1/11/1953 até seu desligamento por aposentadoria, em 30/6/1959, a função de Chefe do Expediente do Departamento dos Transportes, era casado com a sra. Vitória Felício de Godoy, com quem teve os filhos Adilson, Amilton e Amilson. Esses três bauruenses na juventude se uniram formando o Zimbo Trio e se tornaram, pelo reconhecido talento, um sucesso no Brasil e no exterior.
Vivaldo Pitta - diretor do Museu de Avaí