No âmbito do Congresso Nacional, quase todas as correntes favoráveis a uma imediata e ampla reforma constitucional ambicionam não fixá-la totalmente na margem de pequenos veios de escoamento. Absolutamente! De maneira nenhuma! Aspiram, isto sim, situar as modificações em águas realmente profundas, nas quais as contestações, se houverem, só tenham teor equânime, e, então, inteiramente justos e meritórios, segundo as exigências do País, cuja legislação tem muito para modificar, aperfeiçoando-se inteligentemente. Com quais finalidades as proposituras?
Possibilitar aos poderes públicos pescarias do maior valor governamental, pois que se consideram as conquistas obtidas nas últimas mudanças de níveis muito preliminares, o que tem deixado a paisagem nacional confusamente a descoberto das legislações, quase sem profundidade, em relação às necessidades. A nova intenção, conseqüentemente, é mudar o sistema eleitoral que, como se admite, já foi objeto de alterações substanciais mas não nas devidas proporções e no desejado alcance.
Agora, a mais importante modificação almejada localiza-se no tocante ao tipo de candidatos, sendo propósito inarredável estabelecer explicitamente que o eleitorado vote nos partidos e não mais nos seus filiados. Competiria, então, exclusivamente às agremiações partidárias a missão de selecionar e colocar a seu serviço no Senado, Câmara dos Deputados e Assembléias os seus parlamentares, incumbidos de votarem os projetos de autoria direta dos próprios partidos em si.
Logicamente, então, as proposituras passariam a ser de absoluta autoria e responsabilidade integral das formações partidárias e não mais, dos candidatos individual e isoladamente, de tal forma que não mais terão vez muitos dos que, face ao processo atual, reelegem-se em todos os pleitos que aparecem no cenário, não tendo competência para tanto mas possuindo sobras financeiras para se eternizarem nas macias e rentáveis poltronas executivas e legislativas, regiamente remuneradas pelos miseráveis cofres brasileiros. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado. “Recompensando a profunda mágoa da saudade, no reencontro de almas separadas, não pode haver nenhum lugar melhor que esse ponto de encontro, o lugar onde a consternação desfará, no carroussel do tempo aquilo que se chama eternidade”.