A Corregedoria da Prefeitura Municipal de Bauru está abrindo sindicância administrativa para apurar se há ou não responsabilidade de servidor público na fiscalização das obras de construção de três escolas que foram construídas nesta gestão e apresentaram problemas estruturais. As unidades foram entregues com o surgimento de problemas no telhado, o que obrigou a Secretaria de Educação a interditar os pátios.
A instalação de sindicância para apurar em que circunstâncias as obras sofreram acompanhamento técnico foi determinada pelo prefeito Nilson Costa com base em parecer do setor Jurídico da prefeitura. O corregedor geral, Luiz Augusto de Oliveira Castro, confirma que os processos já chegaram ao setor.
São três escolas municipais localizadas no Parque Santa Edwirges, Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000) e Jardim TV. “São vários volumes tratando da contratação e construção de escolas que apresentaram problemas na estrutura. A sindicância será instaurada nos próximos dias para verificar se há ou não envolvimento de funcionário na fiscalização dos serviços executados”, conta.
O risco de desabamento dos telhados e o surgimento de rachaduras levou a administração a interditar os locais e, depois, realizar a reforma. Em seguida, a administração ingressou com ação na 1.ª Vara Cível do Fórum de Bauru para reclamar indenização contra a empreiteira Catar Projetos e Serviços Ltda, contratada para realizar os serviços.
A administração investiu cerca de R$ 400 mil na recuperação das unidades. Na ação assinada pela procuradora municipal Carla Cabogrosso Fialho, a administração pede a condenação da empreiteira ao pagamento da indenização de todas as despesas realizadas na recuperação.
As escolas apresentaram deformações nas estruturas do pátio e o telhado teve ameaça de desabar, conforme está registrado na ação judicial.