Tribuna do Leitor

A saga de um mascate


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Recentemente, li nesta mesma coluna simpática homenagem ao dia nacional do Líbano, escrita por Amira Cristina Said. Lembrei-me de imediato da saga de um mascate libanês, que a exemplo de outros patrícios, aportou em Santos, em 1896. Então, um garoto com 16 anos, sem conhecer a língua portuguesa nem os costumes do País, mas com a cabeça cheia de sonhos e um coração ardente, apaixonou-se de pronto por sua nova pátria de adoção, que o acolhera generosamente. Lutou como um bravo, muitos anos como mascate. Anos depois, já como cafeicultor, em Bocaina, Pedro Izar, mais conhecido como Pedro João, deixou para sua esposa Amira e seus oito filhos o invejável patrimônio de 25 fazendas de café. Recebeu do governo do Estado de São Paulo honrosa medalha com o significativo título de “Rei do Café”.

Hoje, seus inúmeros descendentes cultuam sua memória, orgulhosos do sangue daquele “turco brasileiro” que carregam nas veias.

Manoel Porfírio Rocha Filho - OAB 12.989-SP

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