Turismo

Para entender o centrão paulistano

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

O Centro Velho de São Paulo é a região compreendida pelos arredores do Pátio do Colégio, lugar onde a cidade dos padres jesuítas foi fundada, onde estão a Catedral da Sé e o Marco Zero.

Do outro lado, fica o Centro Novo, que engloba o Vale do Anhangabaú, o Teatro Municipal, a Praça da República e a esquina das avenidas Ipiranga e São João, imortalizada por Caetano Veloso, na canção “Sampa”.

Ainda fazem parte do Centro Novo, o bairro da Luz, onde ficam a Pinacoteca do Estado, o Mosteiro e o Convento da Luz, o Museu de Arte Sacra e a Estação Júlio Prestes, que tem uma das melhores casas de concertos da América Latina - a Sala São Paulo.

O bairro do Bom Retiro, o paraíso das compras, fica por ali também. No total, são 4,4 km2 de área, compreendendo os distritos Sé e República.

“É no Centro que o comércio, o serviço e as ofertas culturais se apresentam como um conjunto extremamente diversificado e compacto, ao alcance de todos durante simples caminhadas. Andar por aqui é, por sinal, a melhor maneira de conhecer a trama de ruas, praças e avenidas distribuída em duas suaves colinas separadas pelo Vale do Anhangabaú, cercado por espigões e altos edifícios onde, na superfície de concreto que ocupa pistas rebaixadas de tráfego expresso, um amplo jardim se revela ao visitante”, detalha Marco Antonio Ramos de Almeida, diretor executivo da Associação Viva o Centro.

Portanto, um lugar único da cidade que apresenta ao visitante edifícios da fase áurea do café e dos primórdios da industrialização, monumentos e igrejas que remontam ao período colonial e estruturas notáveis como as estações ferroviárias da Luz e Júlio Prestes.

Hoje, depois de décadas de abandono, o Centro paulistano está ganhando uma nova e limpa cara que merece ser conhecida, durante o dia ou à noite, nos passeios noturnos programados pelas agências de receptivo.

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Não perca

• Teatro Municipal

Concebido em estilo eclético neobarroco e inspirado na Ópera de Paris, o Municipal foi o primeiro grande teatro da cidade. Construído entre 1903 e 1911 pelo escritório de Ramos de Azevedo.

• Catedral da Sé

As origens desta catedral, localizada no marco zero da cidade, remontam à fundação da cidade. Reúne significativo acervo artístico, como vitrais decorativos, que mostram cenas da atuação da igreja católica no Brasil.

• Estação Júlio Prestes

A antiga Estação de Ferro Sorocabana possui quatro pavimentos em estrutura de concreto e alvenaria de tijolos e é hoje um dos marcos do centrão paulistano

• Estação da Luz

A primeira etapa de sua remodelação foi entregue em janeiro deste ano. É um marco da cidade, símbolo de seu primeiro grande boom econômico.

• Viaduto do Chá

O primeiro viaduto idealizado para unir as duas encostas do Anhangabaú foi importado da Bélgica em 1894. Tratava-se, na realidade, de uma ponte metálica.

• Viaduto Santa Ifigênia

Sua estrutura metálica é originária da Bélgica e a ela foi acrescentada, em 1978, uma escadaria, também metálica, que dá acesso ao vale do Anhangabaú

• Antigo Solar da Marquesa

Este prédio do final do século 18 é atualmente o único remanescente da arquitetura residencial urbana daquela época.

• Edifício sede do Banespa

Construído entre 1947 e 1948 foi inspirado no Empire States de Nova Iorque e tornou-se um dos símbolos da cidade.

• Edifício Itália

Projetado por A. Franz Heep no início dos anos 60, o edifício foi inaugurado pela rainha Elizabeth II. Ainda é o mais alto edifício da cidade, com 46 andares. No topo fica o restaurante do Terraço Itália.

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