Vera Cruz - Os serviços de urgência e emergência foram retomados em Vera Cruz (90 quilômetros a oeste de Bauru). Desde a semana passada, dois médicos estão atendendo no Pronto-Atendimento (PA) em esquema de rodízio, das 7h às 19h. Além deles, a prefeitura contratou ainda uma fisioterapeuta para atender os moradores das 7h às 13h.
O PA permaneceu fechado por uma semana e provocou protestos da população, que teve de se deslocar para Marília em busca dos serviços médicos mais básicos, como uma consulta, por exemplo.
A secretária municipal de Saúde, Débora Guanaes Domingos, disse que o atendimento está garantido até o fim do ano. Ela explicou ainda que, caso o futuro prefeito da cidade, Valdivino de Moura (PT), ache necessário, existe uma cláusula no contrato que autoriza a renovação por mais um mês.
A medida, segundo ela, tem como objetivo dar tempo ao novo prefeito para formar a nova equipe médica do município sem prejudicar o atendimento à população.
Embora não seja o ideal, a secretária disse que o atendimento que está sendo prestado atualmente é o possível. Antes da suspensão dos serviços, em 17 de novembro, os moradores tinham à disposição um ortopedista, um pediatra, o raio-X e um laboratório de análises clínicas. “Voltamos a oferecer o mesmo atendimento de 2002, quando o PA foi inaugurado”, relembra Débora.
Todas as despesas médicas de emergência são cobertas pela prefeitura. Como o hospital da cidade está fechado desde 2001, os moradores são encaminhados para hospitais de Marília quando necessitam de internação. A prefeitura dispõe atualmente de quatro ambulâncias para o transporte até a cidade vizinha, que fica cerca de quinze quilômetros de distância de Vera Cruz.
O hospital parou de funcionar em razão dos seguidos prejuízos financeiros registrados pela entidade. Em 1997, o atendimento passou para as mãos da Universidade de Marília (Unimar) e foi fechado quatro anos mais tarde, supostamente por causa dos mesmos prejuízos.
Em entrevista ao JC, logo após a eleição, o prefeito eleito disse que a saúde seria uma de suas prioridades de governo. Ele comentou na ocasião que pensa em expandir o Programa Saúde da Família (PSF). Na opinião dele, o investimento deve ser feito em um trabalho preventivo e não curativo.