Bairros

Sinergia vê insatisfação e desvio de função no serviço

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 1 min

O Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado São Paulo (Sinergia) classifica como uma “inversão de valores” o investimento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) no curso de podas de árvores para os eletricistas. “A empresa investe anos e anos na capacitação dos eletricistas e depois os desvia de suas funções”, diz o diretor de imprensa da entidade, Francisco Wagner Monteiro. “Os eletricistas da CPFL, altamente qualificados para o serviço de manutenção de rede elétrica, acabam ficando insatisfeitos com a precarização de seu trabalho”, avalia Monteiro.

Para ele, serviços como a poda de árvores deveriam ser terceirizados. Ao invés disso, continua o dirigente, a empresa vem promovendo nos últimos anos justamente a terceirização dos trabalhos de manutenção da rede. “Este processo acarretou muitas demissões, precarizou a mão-de-obra e, pior, provocou uma queda sensível na qualidade do serviço público prestado à população”, enumera.

Monteiro reconhece, porém, a importância da qualificação para as situações consideradas de emergência, mas lembra que as podas de rotina também são feitas muitas vezes pelos eletricistas. O engenheiro líder de Serviços de Campos da CPFL-Bauru, Luiz Antônio Tesser, admite que a CPFL terceiriza o serviço de poda “somente em alguns períodos do ano”.

O dirigente ainda ironiza a busca pela certificação ambiental (ISO 9000) em detrimento de uma melhor gestão empresarial. “A CPFL adota uma política inconseqüente e contraproducente, que acabou ‘premiada’ recentemente”, comenta, em referência à indicação da empresa como finalistas ao Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ 2004), juntamente com o Senai (SC), o Sesi (BA) e a Belgo de Juiz de Fora (MG) - os mineiros ficaram com o troféu.

Comentários

Comentários