Uma brincadeira regada a álcool resultou num acidente que matou Sirlene Aparecida Ferreira Porto, 19 anos, anteontem à tarde, no Parque Santa Cândida, em Bauru. A versão é de Cristiano da Costa Brito, 18 anos, preso ontem à tarde, acusado de ser o autor do disparo que feriu a cabeça da vítima.
Ele disse à reportagem que estava entre alguns conhecidos na casa da moça, bebendo e consumindo entorpecente, quando começou a disputar com ela uma arma, que disparou acidentalmente. Antes, Sirlene teria comentado que duvidava da possibilidade dele matá-la.
“Não era para ter acontecido. Não queria nada dissoâ€, garante o rapaz, proprietário da arma que foi apreendida. Cristiano estava na cidade há apenas um mês, morando na casa da tia. Ele foi localizado pela polícia enquanto caminhava entre o Parque Real e o Jardim Santa Cândida. Quando avistou a viatura policial, que descobriu o paradeiro dele via denúncia anônima, tentou correr.
Depois de abordado, negou ser o autor do disparo que matou Sirlene, assim como fez numa primeira entrevista concedida ao JC. Mesmo assim, os policiais o conduziram à Delegacia de Investigações Gerais (DIG). “Todas as testemunhas foram unânimes ao apontá-lo (como autor do tiro). Disseram que ele queria ter um caso com ela, mas ela recusouâ€, informa o sargento da Base Oeste, Edmilson Marinho da Silva.
De acordo com ele, as testemunhas também informaram que ele próprio colocou o projétil na arma e efetuou o disparo responsável pelo 59.º homicídio do ano. Independentemente das versões, o titular da DIG, J.J. Cardia, solicitou à Justiça a prisão temporária do rapaz, que ontem à noite seria conduzido à Cadeia Pública de Avaí.
Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do crime, que pode render a Cristiano até 20 anos de prisão.