Tribuna do Leitor

SUGESTÃO AO PRESIDENTE


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Estas minhas observações devem encontrar eco na maioria das opiniões daqueles que sonham com um país mais justo, com uma distribuição de renda digna e uma vida melhor para todos os brasileiros. Quanta riqueza possui esta terra descoberta por Cabral! Paradoxalmente, quanta pobreza se vê, na fatia maior da população. São irmãos nossos que padecem de fome e miséria, num país onde a elite poderosa predomina, ignorando os infortunados e miseráveis. Estes, por sua vez, ainda vêem esperança neste governo ineficiente, lento e subserviente aos poderes representados pelos banqueiros e pelo FMI. Mas apesar de tudo, o brasileiro vive(???), sonha - às vezes em forma de pesadelo - e tem uma grande fé de que dias melhores virão. Percebe-se, claramente, que o presidente Lula, seus auxiliares, ministros, governadores e outros participantes do governo, não conseguem melhorar a famigerada, injusta e malfadada distribuição de renda em nosso país. Numa coincidência isonômica, a própria Loteria (jogos de azar para quem perde e de sorte para quem ganha) estabelecida no Brasil concentra ainda mais a renda, em nome de poucos “felizardos”. Minha sugestão ao nobre presidente, que esqueceu com muita rapidez os maus tempos vividos no agreste pernambucano, é a seguinte: uma vez que a grande maioria dos brasileiros participa de todos os jogos da Loteria, fato comprovado pelas fabulosas acumulações dos prêmios (a Mega principalmente) e acreditando, a Loteria controlada pela Caixa Federal, ser idônea e bem administrada, não deixando nenhuma dúvida quanto aos sorteios e a distribuição dos prêmios, por que não modificar os valores a serem distribuídos?

Eu explico, transcrevendo dados publicados no nosso JC. Mega-Sena, concurso 617, para quem acertou as 6 dezenas, a fabulosa quantia de R$ 17.79l.387,59! (foram apenas dois); já, para os 289 acertadores de 5 dezenas, R$ 7.834,50 . Quem acertou 4 dezenas e foram 17.341 apostadores, a pequena quantia de R$ 130,08. Que péssima distribuição de renda, não é mesmo? Outro exemplo, a Lotofácil no concurso 61, contemplou 2 acertadores das 15 dezenas com R$ 698.017,29; com 14 dezenas acertadas, 300 pessoas receberam R$ 1.994,34. É discrepante a diferença entre os primeiros e segundos colocados.

A Quina e a Lotomania apresentaram em seus concursos 1376 e 471, respectivamente, o mesmo sistema que a meu ver é injusto. Senhor presidente , não seria fácil, sem nenhum desgaste, com apenas uma simples mudança no sistema, dividir melhor todos os prêmios da Loteria, aumentando os valores para quem acertar menos? Seria como uma mágica, subindo ainda mais a arrecadação, pois com chance de ganhar mais com o mesmo jogo , aumentaria , com certeza, o número de apostadores. Seria algo como “o povo financiando o próprio povo”, partindo do princípio de que o jogo no Brasil é um vício crônico. Só que passaria a ser um “vício rentável” se é que assim podemos classificá-lo.

Trata-se, pois, de um projeto exeqüível, com a grande vantagem de não precisar constar em nenhum orçamento anual. Sabendo-se que um bom percentual arrecadado com os jogos destina-se à Secretaria Nacional de Esportes e outras Entidades, este seria o único “imposto” que, aumentando a sua arrecadação , não iria onerar a população e melhoraria sensivelmente a distribuição de renda no País. Pense nisso senhor Presidente e faça também uma “fézinha”, o que não é pecado e pode até aumentar sua renda! Joga, Brasil! (Fernando Lucilha Júnior - RG 5.023.414)

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