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Medo do medo!


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Freud foi quem mais se aprofundou nas entranhas do medo humano, nelas entrando realmente a fundo e, logicamente, transfigurando-as por inteiro, vestindo-as com roupagens corretas. Como as teria definido, segundo sua penetrante inteligência e extraordinária psicologia? Conseguiu-o distinguindo o medo como sendo uma interpretação emocional, sem dúvida real e evidente, durante até o desaparecimento dos seus perigos. E Freud foi acompanhado por outros psicólogos de seu tempo, para os quais receio é “bem diferente de angústia por seu aspecto dinâmico.

No medo, a ameaça vem de fora, enquanto que na angústia ele procede da própria personalidade da pessoa”, do que resulta a idéia de que no receio o perigo é conhecido e, na angústia, é difuso e ignorado”. Então, afirma outro analista que “a angústia é um subproduto mental, provindo de certas situações traumatizantes, intensamente vividas nos primeiros anos de vida ou participando desde o início da gestação em função de preocupações maternas ou pavores do parto”.

Freud não omitiu nada de seus estudos sobre o medo, caracterizando-o tal qual uma sensação de desamparo em relação ao perigo. Seria dessa forma que os elementos vivem o receio em sua vivência no lar, na rua, no trabalho e na sociedade, onde a todo instante não lhes faltam motivos para senti-lo? Teriam conhecimento disso os malfeitores que provocam todo tipo de inibição, infundindo violências as mais extravagantes em seus criminosos “habitats”, manifestando suas ogerizas e seus melindres?

Essas as preocupações das pessoas sobre o medo que acidentalmente possuam nos seus ambientes, competindo-lhes, então, acudirem aos apelos que Deus lhes formula, considerando que a vida sem receios é o dom mais sereno que Ele deu ao homem, fazendo-o existir com autenticidade e sem inibições, para o que lhe confere poderes com todos os direitos e deveres. Por que ter medo do medo? É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Se gostarias de seres inteiro e te sentes repartido, vacilante, fragmentado, um trapo de gente, embora destroçado, ajoelha-te confiante aos pés do Redentor”.

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