Andando pelas ruas pavimentadas
de Bauru, vê-se
muitas ruas “remendadas”
em decorrência das operações
de tapa-buracos. Entretanto,
a quantidade de buracos
espalhados pelas vias
públicas ainda é bastante
grande.
As reclamações de veículos
danificados devido às
más condições de manutenção
das ruas são inúmeras.
Muitas vezes, ao desviar de
um buraco, o condutor, sem
alternativa, acaba direcionando
o veículo para outro.
Ou corre o risco de provocar
um acidente de trânsito
por causa do asfalto deteriorado.
Há, ainda, relatos de pessoas
que se machucaram caminhando
em ruas e calçadas
mal conservadas. Afinal,
eles estão espalhados
por todos os cantos de Bauru
- de regiões nobres como o
Jardim Infante Dom Henrique,
nas proximidades do
Bauru Shopping, aos bairros
de periferia.
Moradora da Vila Independência,
Elisabete Antoneli
conta que não consegue
percorrer um trajeto na cidade
sem encontrar buracos.
“As ruas de Bauru estão
péssimas. Todas esburacadas.
Os carros passam e ficam
arrebentados. Está uma
calamidade. Alguém precisa
tomar uma providência sobre
isso”, desabafa, ao passar
por um enorme buraco
na quadra 2 da avenida Alfredo
Maia.
Elisabete mostra-se preocupada
com a aproximação
do período de chuvas de verão,
em que a prefeitura fica
impossibilitada de realizar
obras, devido à umidade.
Além disso, as águas pluviais
aceleram a velocidade
de degradação do asfalto.
“Sempre foi assim. Nunca
mudou nada. Vem prefeito,
vai prefeito, e o buraco
continua o mesmo. Com certeza,
a prefeitura precisaria
investir mais nesta área e arrumar
o que está quebrado.
E a providência tem de ser
rápida porque está cada vez
pior. Com as chuvas, o buraco
vai aumentando cada vez
mais”, alerta.
Na Vila Pacífico, podese
dizer que os moradores colecionam
buracos ao redor
de suas casas. Em determinadas
ruas, fica inviável quantificá-
los, até porque uns juntam-
se aos outros e é difícil
delimitá-los.
É o caso da rua Antônio
Guedes de Azevedo. Os moradores
da quadra 1, cansados
de aguardar providências
da Prefeitura de Bauru,
compraram cimento e pedras
e fecharam os buracos.
O problema é que eles têm
de fazer isso periodicamente
porque pouco tempo depois,
o asfalto cede novamente.
“É lamentável. Essa rua é
conhecida pelos vizinhos como
queijo suíço - tem mais
buraco por metro quadrado
do que outra coisa. Essa quadra
sempre fica assim e ninguém
tapa os buracos”, reclama
o morador Jorge Kufa.
Ele afirma que o mês de
dezembro seria o limite para
que a administração municipal
fizesse os reparos necessários,
já que as chuvas devem
iniciar em breve.
“Quando chove, os buracos
começam a aumentar e
formam-se outros buracos.
Se não arrumarem logo isso,
daqui a pouco começam as
chuvas e vamos ficar numa
situação ruim. A prefeitura
precisa criar vergonha na cara.
Só isso”, critica Kufa.
Agostinho Cunha, que mora
em outra extremidade do
bairro, concorda. “Eu viajo
muitas cidades da região e
elas são extremamente bem
conservadas, tanto no centro
quanto na periferia. E Bauru é
uma cidade que a gente percebe
que está largada”, observa.
Na opinião de Cunha, as
operações de tapa-buracos
não resolvem o problema
das ruas. “Eles fazem programa
de tapa-buracos, que é ridículo.
Eu vejo isso como
um problema de mau governo,
má organização, etc. Poderia
ser feito um trabalho
realmente de recuperação do
asfalto, desde a estrutura básica.
Tapa-buraco não resolve”,
frisa.
No Núcleo Bauru 16, é difícil
encontrar uma rua sem
buracos. Há cerca de duas semanas,
a prefeitura reparou
alguns apenas nas ruas principais
do bairro que dão acesso
ao novo poço do Departamento
de Água e Esgoto
(DAE), para a solenidade de
inauguração. Poucos dias depois,
entretanto, o asfalto
gasto para amenizar as falhas
no pavimento já está deteriorado
em vários pontos.
Ou seja, os buracos já estão
reaparecendo.
“Eles arrumaram, mas já
está tudo arrebentado. Eles
se esquecem da gente. As
ruas aqui estão sempre uma
porcaria porque eles nunca
mexem. Teria que recapear
tudo. Não adianta ficar tapando
buraco”, diz o morador
Daniel Cardoso.