Bairros

Moradores cobram providências

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

espalhados pelas vias

públicas ainda é bastante

grande.

As reclamações de veículos

danificados devido às

más condições de manutenção

das ruas são inúmeras.

Muitas vezes, ao desviar de

um buraco, o condutor, sem

alternativa, acaba direcionando

o veículo para outro.

Ou corre o risco de provocar

um acidente de trânsito

por causa do asfalto deteriorado.

Há, ainda, relatos de pessoas

que se machucaram caminhando

em ruas e calçadas

mal conservadas. Afinal,

eles estão espalhados

por todos os cantos de Bauru

- de regiões nobres como o

Jardim Infante Dom Henrique,

nas proximidades do

Bauru Shopping, aos bairros

de periferia.

Moradora da Vila Independência,

Elisabete Antoneli

conta que não consegue

percorrer um trajeto na cidade

sem encontrar buracos.

“As ruas de Bauru estão

péssimas. Todas esburacadas.

Os carros passam e ficam

arrebentados. Está uma

calamidade. Alguém precisa

tomar uma providência sobre

isso”, desabafa, ao passar

por um enorme buraco

na quadra 2 da avenida Alfredo

Maia.

Elisabete mostra-se preocupada

com a aproximação

do período de chuvas de verão,

em que a prefeitura fica

impossibilitada de realizar

obras, devido à umidade.

Além disso, as águas pluviais

aceleram a velocidade

de degradação do asfalto.

“Sempre foi assim. Nunca

mudou nada. Vem prefeito,

vai prefeito, e o buraco

continua o mesmo. Com certeza,

a prefeitura precisaria

investir mais nesta área e arrumar

o que está quebrado.

E a providência tem de ser

rápida porque está cada vez

pior. Com as chuvas, o buraco

vai aumentando cada vez

mais”, alerta.

Na Vila Pacífico, podese

dizer que os moradores colecionam

buracos ao redor

de suas casas. Em determinadas

ruas, fica inviável quantificá-

los, até porque uns juntam-

se aos outros e é difícil

delimitá-los.

É o caso da rua Antônio

Guedes de Azevedo. Os moradores

da quadra 1, cansados

de aguardar providências

da Prefeitura de Bauru,

compraram cimento e pedras

e fecharam os buracos.

O problema é que eles têm

de fazer isso periodicamente

porque pouco tempo depois,

o asfalto cede novamente.

“É lamentável. Essa rua é

conhecida pelos vizinhos como

queijo suíço - tem mais

buraco por metro quadrado

do que outra coisa. Essa quadra

sempre fica assim e ninguém

tapa os buracos”, reclama

o morador Jorge Kufa.

Ele afirma que o mês de

dezembro seria o limite para

que a administração municipal

fizesse os reparos necessários,

já que as chuvas devem

iniciar em breve.

“Quando chove, os buracos

começam a aumentar e

formam-se outros buracos.

Se não arrumarem logo isso,

daqui a pouco começam as

chuvas e vamos ficar numa

situação ruim. A prefeitura

precisa criar vergonha na cara.

Só isso”, critica Kufa.

Agostinho Cunha, que mora

em outra extremidade do

bairro, concorda. “Eu viajo

muitas cidades da região e

elas são extremamente bem

conservadas, tanto no centro

quanto na periferia. E Bauru é

uma cidade que a gente percebe

que está largada”, observa.

Na opinião de Cunha, as

operações de tapa-buracos

não resolvem o problema

das ruas. “Eles fazem programa

de tapa-buracos, que é ridículo.

Eu vejo isso como

um problema de mau governo,

má organização, etc. Poderia

ser feito um trabalho

realmente de recuperação do

asfalto, desde a estrutura básica.

Tapa-buraco não resolve”,

frisa.

No Núcleo Bauru 16, é difícil

encontrar uma rua sem

buracos. Há cerca de duas semanas,

a prefeitura reparou

alguns apenas nas ruas principais

do bairro que dão acesso

ao novo poço do Departamento

de Água e Esgoto

(DAE), para a solenidade de

inauguração. Poucos dias depois,

entretanto, o asfalto

gasto para amenizar as falhas

no pavimento já está deteriorado

em vários pontos.

Ou seja, os buracos já estão

reaparecendo.

“Eles arrumaram, mas já

está tudo arrebentado. Eles

se esquecem da gente. As

ruas aqui estão sempre uma

porcaria porque eles nunca

mexem. Teria que recapear

tudo. Não adianta ficar tapando

buraco”, diz o morador

Daniel Cardoso.

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