Muitos irão perguntar: uma homenagem por quê? E para quê?
É muito simples: como bauruense vi essa empresa nascer e crescer com dois ônibus de cor laranja para o amarelo com duas linhas em funcionamento. Da igreja Nossa Senhora Aparecida, passando pelo Centro, subindo a Alfredo Ruiz, cortando quase a totalidade da rua 15 de Novembro, fazendo seu ponto final perto do Colégio Guedes de Azevedo. E a segunda linha saía da cidade e percorria algumas ruas da Vila Falcão, tendo como ponto final, salvo engano, onde hoje é a Praça Euclides Paixão (lembro-me que naquele local existia um cruzeiro e, um pouco acima, uma torrefação de café). Naqueles tempos, essa linha cortava as ferrovias da Sorocabana e Alta Paulista e o rio Bauru, que entremeava no meio das duas, e quando chovia nada atravessava. E sempre, desde que me conheço por gente, vi esse homem labutando nos ônibus, fazendo o trabalho de mecânico, motorista. É Alexandre Quaggio um êmulo, um paradigma para qualquer ser humano. Agiu sempre com lisura, honestidade e amor cristão com o próximo.
Em todos os contratos mantidos com a prefeitura nunca soube e nem tive conhecimento que quando a empresa tivesse prejuízo recorria à prefeitura para cobrir o prejuízo. Naquele tempo inexistia a Emdurb. Nunca vi a imprensa falada e escrita mencionar qualquer despautério como vejo hoje em dia, lendo, ouvindo rádio e vendo na TV - aonde as empresas de ônibus atuais pedem ressarcimento de prejuízos, afirmando que existe um contrato aonde há uma cláusula contratual se a empresa tiver prejuízo seria sanada pelo poder público. É hora e momento de trazer a público o malsinado contrato para a população que paga todas as contas públicas ter conhecimento, lê-lo e ver que esdruxulice é essa.
Aonde estavam os senhores vereadores quando aprovaram tal absurdo? (friso, vereadores da época da assinatura desse infeliz contrato). Quem era o prefeito municipal? Quem era o secretário jurídico? Quem era o presidente da Câmara na época? Quem eram os vereadores? Aonde estavam as forças vivas da cidade? Aonde estavam os clubes de serviço? Aonde estavam as igrejas? Aonde estavam as lojas maçônicas?
A empresa de Alexandre Quaggio de dois ônibus cresceu para dezenas de ônibus, servindo a população bauruense, atendendo muito bem o povo. Nunca se teve notícia que se houve prejuízo fossem bater às portas do poder público para ajudar sanar o prejuízo! Era um problema da empresa, e não da população, que no final com o pagamento de seus impostos é quem paga a dívida.
Senhor Alexandre Quaggio, sua empresa foi a grande demonstração de bauruísmo e serviço para a comunidade. Como bauruense, agradeço-te por seu espírito de perseverança, luta, dignidade, capacidade laborativa e amor ao trabalho e à gente bauruense. Muito obrigado por suas lutas em favor de sua empresa e da gente bauruense. Valeu, senhor Alexandre Quaggio. (Wanderley José Francisco - CIC 012.609.608-20)