Jaú - Uma empresa entregou ontem no 1.º Distrito Policial de Jaú (47 quilômetros a leste de Bauru) 24 armas, entre revólveres e espingardas, para a campanha de desarmamento que vem sendo desenvolvida pela Polícia Civil.
No domingo passado, a Delegacia Seccional da cidade fez plantão não só em Jaú mas também nas nove cidades da região que fazem parte de sua jurisdição. No fim do dia, foram contabilizadas 81 armas. A campanha continua. Aqueles que estiverem interessados em participar devem comparecer em qualquer delegacia e requisitar uma autorização para o transporte da arma a ser devolvida.
Das 24 armas entregues ontem no 1.º DP, 19 são revólveres calibre 38 e cinco espingardas. A empresa entregou também 550 cápsulas calibre 38. O delegado Edson Maldonado não divulgou o nome da empresa.
Segundo ele, as armas eram utilizadas por seguranças. Como houve uma redução no número de funcionários nessa função, as armas excedentes foram entregues.
Das 81 arrecadadas no domingo, a maior parte veio de moradores de Jaú e Dois Córregos. Foram 24 armas em cada cidade. Em seguida, vem Bariri com 20 armas, Bocaina com cinco, Itapuí com quatro, Itaju com duas e Barra Bonita e Mineiros do Tietê com uma cada. Em Boracéia e Igaraçu do Tietê não foi realizada nenhuma entrega de arma.
Em Botucatu, o esforço concentrado foi feito nos dias 2 e 3 deste mês. Na ocasião, foram arrecadadas 225 armas. A campanha contou com a participação da Polícia Federal (PF) e abrangeu as 27 cidades que fazem parte da Seccional de Botucatu.
Para não correr o risco de ser preso por porte ilegal de arma, os interessados devem, antes de entregar a arma, retirar uma guia de autorização de trânsito nas delegacias. O documento possibilita o transporte da arma, desde que desmuniciada.
O valor da indenização varia de R$ 100,00 a R$ 300,00, de acordo com o tipo da arma. Armas de brinquedos também são aceitas, mas neste caso não existe indenização.
O pagamento não é feito na hora. No ato da entrega é preenchido um requerimento. O valor é entregue dentro de três meses, no máximo. As armas serão encaminhadas para a Superintendência da PF, em São Paulo, e de lá para o Exército, onde são destruídas.