Polícia

Servente de pedreiro é assassinado no Jaraguá

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

O servente de pedreiro bauruense Ivan César Barbosa, 25 anos, foi morto a tiros, ontem à tarde, próximo a sua residência, localizada na quadra 8 na rua Geso Gontijo de Moraes, no Parque Jaraguá. Ele é a 62ª pessoa morta em circunstâncias violentas na cidade desde o início do ano.

Segundo a reportagem do JC apurou no local, Barbosa morreu após ter sido atingido no peito por um tiro, provavelmente, de uma espingarda calibre 12. Ninguém da família e dos vizinhos quis dar declarações. No entanto, uma testemunha do crime, que preferiu não se identificar, relatou ter visto o jovem andando na rua com outros três rapazes e, minutos depois, o viu saindo correndo de um matagal, localizado a uma quadra da residência do servente, cambaleando e com as mãos no peito.

“Eles caminhavam como se fossem amigos e entraram em uma moita ali por perto. De repente, ouvi um barulho enorme de tiro, como se fosse uma explosão, e o avistei saindo da mata correndo com as mãos próximas ao peito. Não demorou e ele logo caiu no chão”, contou a testemunha.

Barbosa era amasiado com Marli Picoli, que desmaiou várias vezes após ver o corpo de Barbosa estendido no chão e teve de ser encaminhada a um Pronto-Socorro, e tinha um filho de 4 anos. Atualmente estava desempregado e seus pais moram fora de Bauru.

Conforme o tenente Jorge Luis Dias, um dos policiais que atendeu a ocorrência, Barbosa tinha passagens pela polícia. “Como não constavam os artigos, sua passagem deve ter sido por uma possível averiguação”, informou o PM. Os motivos e os possíveis suspeitos do homicídio ainda estão sendo investigados.

Barbosa tornou-se a 62.ª vítima morta em circunstâncias violentas em Bauru. O número já é mais de 47% maior do que o total de homicídios registrados durante todo o ano passado, quando foram contabilizadas 42 mortes do gênero.

O total de assassinatos registrados pelo JC não coincide com o levantamento da Polícia Civil, para quem o total de homicídios, somente até novembro deste ano, é de 45. Os números oficiais e os calculados pela reportagem do JC não batem porque o jornal considera vítimas de assassinato todas as pessoas mortas decorrentes de uma situação violenta, inclusive as que morreram dias após o fato, situação que recebe outra tipificação para a polícia.

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