O ano passado foi bom, mas o atual deve ser ainda melhor. Pelo menos é esse o balanço feito por integrantes de concessionárias e garagens particulares bauruenses ao avalisam o desempenho das vendas em 2004 e traçam as perspectivas para 2005.
O gerente Renato Tambara Neto, de uma revenda Volkswagen, afirma que 2004 foi superior a 2003 em todos os segmentos, desde novos até, principalmente, os usados. “Enquanto as vendas dos zeros cresceram cerca de 20%, a dos usados quase dobraram, chegando até a faltar carros no mercado”, exemplificou.
Para ele, se o atual panorama econômico do País for mantido, o setor tem tudo para obter resultados ainda mais satisfatórios em 2005. “Acredito que o governo Lula vai amenizar um pouco os juros, o que auxilia o comércio de forma geral, em virtude de alguns fatores, como a proximidade das eleições de 2006. Além disso, a Volks também alimenta expectativas otimistas para os lançamentos do ano”, considera Renato, sem revelar quais modelos surgirão este ano.
A melhora da economia também foi lembrada por Carlos Alberto Semenara, da Fiat. “A tendência deste ano é que o mercado automotivo acompanhe o ritmo de aquecimento econômico do País”, analisa. O gerente Jorge Simão Neto, de uma agência Ford, também está otimista para 2005. “Nossas perspectivas é que haja um incremento de negócios em torno de 20% a 25%, índice igual ao registrado durante 2004”, prevê. Apesar disso, ele faz ressalvas. “O ano passado só não foi de comemoração total porque, apesar do volume de vendas ter crescido, a lucratividade das concessionárias foi sacrificada”, sustenta Simão Neto.
Já o garagista Vifrano Macário Gazoli sustenta estar animado para 2005. Ele justifica seu otimismo com dois fatores. “Principalmente porque as vendas dos usados baratos, até R$ 15 mil, reagiram positivamente nos últimos quatro meses de 2004 e por não acreditar que os preços subirão mais”, resume. E acrescenta: “O mercado atual também está bastante comprador.”
O “efeito-cascata” dos reajustes nos preços dos carros zero, segundo o também garagista Adalberto Gonçalves, foi uma das principais dificuldades do segmento no ano passado. “Como há muito tempo não se via, cerca de cinco ou seis anos, os usados subiram motivados pela elevação dos novos. E a adaptação a essa situação consumiu um certo tempo, mas o saldo foi positivo e, se a economia continuar estável, 2005 será melhor.”
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Você sabia que...
• As exportações de veículos já ocupam um terço da capacidade produtiva nacional?
• Até novembro último, o Brasil enviou para fora 586.354 veículos e deve fechar o ano com cerca de 644 mil unidades exportadas? Como em 2003 foram exportados pouco mais de 535 mil veículos, a alta esperada é de 20%
• O País exportou 11.266 veículos coletivos até novembro, apontando para cerca de 13 mil no fechamento do ano - 39% mais que as 9,3 mil do ano passado?
• As empresas afiliadas à Abeiva, entidade que reúne os importadores desvinculados de montadoras locais, somaram até novembro deste ano 3.325 veículos comercializados e devem fechar 2004 com cerca de 3.700 unidades entregues, volume 12% maior em relação ao mesmo período do ano passado?