Tsunami

Por que não houve aviso?

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

Os conflitos étnicos e políticos existentes em diversas regiões do sudeste asiático e do leste da África podem ter sido obstáculos para que os governos desses países implantassem sistemas de alarmes detectores das ondas gigantes que atingiram oito países da Ásia e dois da África no último domingo. A hipótese apontada por alguns cientistas mundiais é também compartilhada pelo geógrafo bauruense Sebastião Clementino da Silva, o Macalé, professor de geopolítica e geografia humana da Universidade do Sagrado Coração (USC). “Os maiores obstáculos para a colocação de alarmes não são o dinheiro nem a tecnologia, mas é a pobreza e a divisão política ou geopolítica que impera nessas regiões”, aponta ele.

“O grande impasse que os cientistas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Casa Grande enxergam é a questão política e separatista da região do sudeste asiático e alguns países do leste da África, como Quênia, Somália, Tanzânia”, diz o geógrafo. Ele ressalta que os maremotos, com menor intensidade, já ocorriam nessas áreas antes das ondas gigantes de domingo.

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