Tsunami

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Como se formam

Os terremotos são provocados pelo deslocamento das placas tectônicas, blocos rochosos que formam a crosta terrestre. Quando uma placa se movimenta, existe liberação de energia, resultante do acúmulo de tensões na crosta. Nos locais onde duas placas se uniram ou se separaram há milhões de anos, formaram-se falhas que, por serem zonas frágeis, servirão como porta de escape dessas tensões. Elas têm de 50 a 70 quilômetros de profundidade, e correspondem às áreas onde ocorrem os terremotos de maior intensidade.

Posição do Brasil

Apesar de estar localizado no meio de uma grande placa, o Brasil não está livre dos tremores. Como explica Allaoua Saadi, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), toda placa é recortada em vários pequenos blocos, de várias dimensões. Esses recortes funcionam como uma ferida que não cicatriza: apesar de serem antigos, podem se abrir a qualquer momento para liberar energia. “Se você tem um bloco recortado e o comprime de um lado e de outro, ele rompe onde já existe a fratura”, completa. Como as maiores catástrofes estão relacionadas às grandes falhas, é comum achar que o Brasil está livre dos tremores de terra, o que é errado.

Registros

O País já registrou sismos de grande intensidade no Rio Grande do Norte, especificamente no município de João Câmara, e na fronteira entre Mato Grosso e Amazonas. Em Minas Gerais, a população de Pedro Leopoldo e Betim, cidades da Grande Belo Horizonte, também já foram surpreendidas por abalos.

Estudos da origem

Já na Grécia antiga, vários filósofos investigaram a origem dos abalos sísmicos. Tales de Mileto (625-547 a.C) acreditava que a Terra boiava na imensidão das águas e, quando estas se agitavam demais, provocavam o terremoto. Anaxágoras (500-428 a.C.), por sua vez, defendia que os abalos resultavam de vapores originados do fogo central do Planeta. Para Aristóteles (384-322 a.C.), o ar retido nas profundezas terrestres escapava explosivamente de tempos em tempos, provocando os terremotos.

Muitas teorias se acumularam até que o fenômeno fosse definido como movimentos naturais da crosta terrestre, propagados por meio de vibrações perceptíveis diretamente ou indiretamente, neste último caso por meio do sismógrafo.

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