Um acidente em um pesqueiro na rodovia Bauru-Iacanga ontem, às 19h, feriu gravemente na cabeça Saulo Ricardo Banhos, 25 anos. Conforme relatou o irmão, Oséias de Paula Banhos, a vítima deu entrada no Pronto-Socorro Central desacordada, com um corte na cabeça e sangramento pelo ouvido.
Quem socorreu o rapaz teria sido um funcionário do pesque-pague. Inicialmente, Saulo foi levado ao PS do Mary Dota onde não chegou a ser atendido. Às 20h50, entrou no PS Central e às 21h30 foi conduzido para o setor de raio X do Hospital de Base. Oséia explicou que Saulo, familiares e um grupo de amigos desciam numa tirolesa de cerca de
50 metros de extensão instalada no pesqueiro. Em um determinado momento, segundo a família de Saulo, o funcionário encarregado de aparar as pessoas na descida teria se ausentado do seu posto. Neste instante, Saulo foi lançado e, como relatou Oséias, teria batido contra uma viga de sustentação de madeira do sistema da tirolesa.
Ele explica que o irmão teria caído desacordado e já sangraria pelo ouvido, fato que preocupava a todos.
O boletim de ocorrência, de comunicação de fato ao Plantão Policial, constava as mesmas informações fornecidas à reportagem do JC pelos familiares.
Um policial militar esteve no PS Central para colher as informações e encaminhá-las à delegacia. A Polícia Civil, posteriormente, deve instaurar inquérito para averiguação dos fatos ocorridos.
Por volta das 22h21, a reportagem do JC apurou que os familiares e amigos tentavam transferir Saulo para um hospital particular. A reportagem não conseguiu localizar os responsáveis pelo pesqueiro para comentar o acidente.
Rapel em Brotas
Vítimas fatais dos chamados esportes radicais não são novidade na região. Em janeiro de 2004, a bancária Andréia Cristina da Silva, 27 anos, morreu ao praticar rapel em Brotas (100 quilômetros a Leste de Bauru). A moça descia de corda a cachoeira da Figueira, no sítio Três Quedas, quando despencou sobre as pedras.
As investigações levaram a Polícia Civil de Brotas concluir que uma falha humana teria causado a morte. O guia Sandro do Nascimento Barbosa, 38 anos, foi responsabilizado pelo acidente e indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar). Andréia, que era funcionária de um banco da região de Campinas, estava acompanhada de um grupo de aproximadamente 20 pessoas, monitoradas por cinco guias da empresa de turismo. Na época, o delegado que acompanhou o caso, Pedro José da Silva, titular de Brotas, disse que o grupo estaria participando de um encontro promovido pela empresa.
A vítima foi socorrida pelos guias da própria empresa, que teriam treinamento em primeiros socorros, e foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Brotas. Segundo informações da unidade, Andréia chegou ao local morta. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro.