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Evidência dos brasões


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Pergunta-se o que possa significar e valer a palavra “brasão”, de que falam tantas pessoas, identificando, especialmente, os detentores de cargos ou funções soberanas, como os de reis e príncipes. Contudo, seria somente gente de tal estirpe social merecedora do título ou do diploma? Não, absolutamente não, porque, segundo os dicionários, brasão é sinônimo absoluto de insígnia, timbre, honra e glória, que muitos outros podem possuir e ostentar, ganhos através dos méritos de sua caminhada desde o nascedouro.

Entretanto, não é que a poderosa Internet, tão usada e admirada nestes tempos de globalização, entendeu de incluir no rol dos “brasões de família”, mesmo não sendo soberanos, muitos dos que fazem por merecê-lo, concedendo-lhes, então, dísticos honrosos como - repetimos - brasão de famílias X, Y, Z etc, etc... Pois é, fez exatamente isso, sem qualquer cerimônia nem contestação. Descobriu-o um de nossos netos, o Guilherme Serra, que, curiosamente, movimentando o seu aparelho de fala e escuta, foi surpreendido com o informe de que há hoje no País cerca de 2.600 pessoas com o sobrenome Serra, muitas das quais contempladas com o significativo “brasão de família”. E perguntamos: será que figuramos no sugestivo rol? Na chamada, que muito nos comove, a Internet estampa em belas cores a visualização da insígnia, em que destaca um castelo, tipo Arco do Triunfo, Paris, tão expressivo como parecemos fisionomicamente às nossas queridas amigas.

Na redação do JC, uma figuraça, cujo saudoso pai registrou em cartório com o nome de César Savi, o qual, depois, crescendo e se tornando jornalista dos bons, é hoje o principal assessor de Roberto Rufino nos “Destaques”, simpaticamente nos trata como “Nadyr-Montanha”, mas tem agora de mudar o tratamento, chamando-nos mesmo como “Nadyr Serra”, em obediência ao indesmentível brasão que, certo ou errado, a Internet está inserindo no arquivo das nossas mais augustas preciosidades, juntamente com o nosso necessário muito obrigado.

O autor, Nadyr Serra, jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“A repetição cansa na vida, menos no terreno do amor, onde a mesma palavra, 100 vezes repetida, tem o sabor de uma eterna novidade”.

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