Após algumas cartas e reclamações não só minhas, mas de varias pessoas para esta coluna sobre o estado péssimo dos cinemas de Bauru sem nenhuma posição ou melhor ação para com os problemas e a falta de respeito com seus usuários, ou melhor, clientes fossem sanadas, no JC acho que tivemos a resposta na matéria cota polêmica.
Como iremos ter um cinema de qualidade quando o seu diretor não está preocupado com a cultura e o incentivo ao cinema nacional, estando preocupado com lucro? Mas o pior, por ser um diretor comercial de uma empresa de iniciativa privada que tem como discurso visar lucro acima de tudo, o mesmo está um pouco desatualizado no quesito trabalho para obter lucro e diminuir prejuízo. Hoje sabemos que o quesito qualidade não é mais um diferencial, e sim obrigatório. Respeito com seus clientes tem que ser a cultura dentro de qualquer organização, sendo ela privada ou pública, e todos seus funcionários têm que passar isto a seus clientes. Infelizmente, isto é o que não acontece por aqui na cidade sem limites. Pelo contrário, ainda impera o pensamento antigo de que não tendo concorrência eu faço e quem quer um pouco de cultura enlatada paga o preço de uma péssima estrutura, um som horrível e funcionários sem treinamentos que mais parecem que estão obrigados, devido a isto o péssimo atendimento.
Caro senhor Araújo, veja o exemplo de seus colegas e “concorrentes”. Os produtos não são ruins, o que precisa è apenas trabalho, criatividade e vontade, como a semana do cinema nacional feita na cidade vizinha. Copiar coisas boas é uma das formas que hoje, dentro das organizações em busca de lucro como a sua, não há nada de ruim. Pelo contrário, usar as coisas boas como modelo está na moda, como o cinema nacional. (João César Colatrello)