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Para muitos, alterações já viraram rotina

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Independente da chegada do novo ano, lá está a manicure Firmina Soares da Silva, 56 anos, revirando a casa quase semanalmente. Assim como ela, para muitas pessoas a busca por um novo arranjo dos móveis já virou rotina (ou seria mania?).

“Um dia eu coloco um móvel no canto, depois eu viro para outro lado e já mudo de lugar. Eu sempre faço isso. É gostoso entrar na casa e sentir que as coisas estão diferentes”, define a manicure, que afirma sempre ter gostado de mudanças. “Cada doido com sua mania”, sentencia.

Firmina diz que essa é uma forma de não gastar dinheiro e ao mesmo tempo sentir que a casa está sempre com novo visual. “Às vezes, a gente não pode comprar as coisas. E você mudando dá a impressão de que está novo”, observa.

Também Zilá Cleto Lopes de Magalhães, 52 anos, gosta de experimentar essa sensação. “Eu tiro tudo do lugar, viro os móveis todos, viro a casa de ponta cabeça”, diz a pedagoga, para quem a casa deve estar sempre de “cara nova”.

Nem a casa da filha, de 29 anos, passa intacta diante de tamanho desejo de renovação. “Ela reclama, porque eu chego na casa dela e começo a mudar as coisas. Eu procuro me segurar. Mas uma coisinha ou outra eu mudo”, confessa.

Para quem questiona a razão de tantas mudanças, Zilá tem na ponta da língua a resposta: “Eu enjôo de olhar as coisas sempre do mesmo jeito”, conclui.

Para a professora de artes Maria Elisa Sgarbi, 40 anos, inovar o ambiente doméstico também já virou rotina. Além de mudar a posição da mobília, ela periodicamente altera a cor e a textura das paredes e modifica o visual dos móveis, restaurando as peças.

“Me dá um novo ânimo”, destaca a professora, que afirma operar a cada 15 dias uma alteração na casa. O interesse da professora por essa prática é tão grande que ela ajuda inclusive a realizar mudanças na casa dos amigos.

Detalhes

A jovem Maira Escovar, 24 anos, está sempre em busca de melhorias na composição dos espaços.

A jornalista afirma que sua ansiedade é tanta que nem os mínimos detalhes escapam do projeto de mudança. Ela inverte a ordem das coisas no armário, troca o lugar do perfume pelas peças de roupa e garante: a sensação é muito boa.

Maira divide a casa com outras duas amigas e afirma que hoje as companheiras já estão acostumadas com sua “mania”. “Me dá uma ‘nóia’ tão grande de mudar as coisas, que se elas não querem me ajudar eu faço sozinha”, diz a jornalista, que já empurrou um guarda-roupa sozinha, movida pelo desejo de inovação.

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