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Sangue que não cessa


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Não cessa de ser profanado o excelso espírito da paz, tanto que, depois da inesquecível II Guerra Mundial, o universo já presenciou quase 150 conflitos entre povos e, no triste momento que o mundo atravessa, tragédias idênticas continuam ocorrendo na Europa, Ásia e África, sem que encontrem, finalmente, forma de modificar a história de suas vidas, pois seus anseios caminham diretamente para a destruição, eis que os organismos internacionais de maneira alguma operam o milagre de impedir ou evitar confrontos tão violentos como os que mais o sejam. Por que não conseguem as nações solucionar sem briga suas divergências políticas e administrativas? É que muitas estariam empenhadas em exercer poder absoluto sobre a economia dos países pobres e a tranqüilidade de seus povos, igualmente pobres, não lhes permitindo confraternizar, motivando-os então, para a guerra e, conseqüentemente, para a formação de rios de sangue humano em suas ruas e várzeas. Inegavelmente, os poderosos - os oito mais que todos - não aprendem a se educar cristamente para não dar investidas contra os preceitos e princípios das propostas de paz, que outros alimentam no coração e sonham com a harmonização de todos, abjuradas as soberanias dos que delas não abrem mãos para que tenham suas existências calcadas na opulência de seu domínio econômico e da supremacia de suas forças bélicas. Falta a eles a devida escola da bondade e fraternidade e, enquanto não se matricularem nela, continuarão mantendo o espírito de violência e desamor com que encaram o próximo, desrespeitando-o a todo transe e, conseqüentemente, não ensarrilhando suas armas de uma vez por todas e por todo o sempre, deixando de surpreender, isto sim, com uma autêntica “revolução” de paz. Se a desarmonia provoca guerra, por que a paz não pode operar sua revolução? É a nossa opinião.

O autor, Nadyr Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Unir é ligar as diversidades. Amar é sintetizar as diferenças. Viver bem é valorizar as oportunidades. E o exercício a paz se impõe entre todas as gentes para que os alicerces sobre os quais foi construída se mantenha sempre sólidos”.

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