Além da contratação de uma empresa terceirizada para cuidar temporariamente da coleta de lixo, o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Renato Purini, também anunciou ontem a extinção de 55 cargos de confiança, medida que proporcionará uma economia mensal de R$ 80 mil.
De acordo com ele, serão eliminados os cargos de gerência e chefia. No organograma da empresa, permanecerão as funções de diretor, supervisor e encarregado. As duas últimas são preenchidas por servidores de carreira.
“Pudemos observar que os cargos de gerência e chefia, que são de livre nomeação, são dispensáveis. Entendemos que havia a possibilidade de manter o trabalho sem essas funções, porque quem realmente opera os serviços são as supervisões e os encarregados”, argumenta Purini.
Os servidores de carreira que exerciam os cargos extintos voltarão a ocupar suas funções anteriores. Os demais serão exonerados. A mudança entra em vigor a partir de segunda-feira.
O presidente da Emdurb descarta, a princípio, outras alterações no organograma administrativo da empresa. “Temos um corpo técnico de funcionários concursados muito bom”, destaca.
Na semana passada, Purini já havia proibido a realização de horas extras na Emdurb, com exceção das estritamente necessárias. Segundo ele, cerca de 8 mil horas extras vinham sendo feitas mensalmente, gerando um gasto de R$ 50 mil.
Austeridade
Anteontem, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) também determinou a extinção de 11 corregedorias e gerências da autarquia. Os serviços desenvolvidos por esses setores voltarão à subordinação das diretorias de divisão, como ocorria anteriormente.
Além disso, o Gabinete da prefeitura é outra área da administração municipal que está sendo enxugada. Desde o início do novo governo, cerca de 20 dos 35 assessores que exerciam cargos de confiança foram exonerados.