Política

Emdurb ainda mantém a coleta

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Renato Purini, decidiu ontem suspender provisoriamente, por tempo indeterminado, a ordem de serviço para que a Construtora Marquise inicie o trabalho de coleta de lixo na cidade. Segundo ele, a medida tem como objetivo esclarecer os motivos que levaram à decretação do estado de emergência no setor.

“Nos próximos dias, nós vamos mostrar para a população, a imprensa e a própria Câmara Municipal os motivos que nos levaram a tomar essa atitude. A empresa passa por sérios problemas estruturais e financeiros”, argumenta Purini.

Segundo ele, a intenção é agendar uma apresentação pública no Teatro Municipal para divulgar o diagnóstico da Emdurb. “Nós não temos nada a esconder, pelo contrário. Ficamos dia e noite analisando os números da empresa e, o que é mais grave, o serviço hoje não é bem prestado, o número de horas extras é muito grande e as doenças se alastram justamente pelo acúmulo de lixo na cidade”, destaca.

Purini acredita que, após o evento, não restarão dúvidas quanto à necessidade de terceirização temporária do setor de coleta.

A Marquise foi contratada para realizar a coleta durante 180 dias e irá cobrar R$ 69,76 por tonelada de lixo recolhida. A Emdurb alega que não tem como continuar mantendo o serviço porque a sua frota de veículos está sucateada.

Anteontem, Purini anunciou a demissão dos 130 motoristas e coletores da Emdurb e comunicou que uma empresa terceirizada iniciaria a coleta a partir de amanhã. Com a suspensão temporária da terceirização, os funcionários foram chamados de volta ao trabalho e, pelo menos por enquanto, estão com os empregos garantidos. A coleta volta a ser feita normalmente a partir de amanhã, pela Emdurb.

Segundo o supervisor da Marquise, José Irandi Nunes, a empresa pretende trazer 11 caminhões para Bauru. De acordo com ele, esse número é suficiente para garantir a coleta das 200 toneladas de lixo geradas diariamente no município, pois os veículos são maiores do que os utilizados pela Emdurb.

Nunes diz que a prioridade nas contratações será dada aos funcionários que faziam parte dos quadros da Emdurb, mas adianta que nem todos serão absorvidos. A reportagem apurou que um coletor da Emdurb recebe R$ 389,00 mensais por seis horas de serviço. A Marquise estaria oferecendo R$ 361,00 por oito horas trabalhadas. O valor não é confirmado pelo supervisor da empresa.

Ontem, os caminhões da empresa municipal deixaram de circular. A intenção era permitir que a Marquise pudesse fazer as contratações necessárias para o início das suas operações em Bauru.

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