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Fim de férias


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Minhas férias chegaram ao fim. Vinte dias incrivelmente produtivos espiritualmente. Quantas revelações, quantas constatações doídas e que, ainda agora, estão gerando resultados e modificando posicionamentos. Para começo de conversa, havia meses não ficava tanto tempo com as crianças. Experiência cansativa, sem dúvida, mas altamente gratificante e afetuosa. Seus olhinhos brilhantes, seus sorrisos e gracinhas, suas manhas e choradeiras, gritos impertinentes e habilidade para sujar o que havia acabado de ser limpo.

Pude relaxar um pouco, afastando-me das atividades profissionais, e percebi que nossa mente precisa de espaço livre para lançar suas conjecturas diferenciadas. Quando estamos trabalhando é natural que pensemos em situações relativas ao trabalho, entretanto, quando estamos em férias, é perfeitamente natural que pensemos mais em nós mesmos e avaliemos como estamos vivendo, e se estamos fazendo as melhores escolhas. Percebi que tenho perdido um bom tempo escolhendo me ocupar ao invés de curtir a ociosidade junto de meu marido e meus filhos. Chego a conclusão de que produzi mais não fazendo absolutamente nada daquilo que vinha fazendo.

E ainda, concluí que há muito mesmo a ser descoberto acerca de convivência nesta vida. A possibilidade de mudar é maravilhosamente bem-vinda neste momento. E você, como está? Em férias ou já trabalhando? Aberto ou hermeticamente fechado? Pronto para mudar ou agarrado aos padrões do passado?

Vamos, experimente, tente fazer diferente. Se não estava dando certo, você não tem nada a perder e pode ganhar muito, quem sabe uma nova vida. Chega das mesmas coisas, dos mesmos hábitos, pois com eles alcançamos apenas os mesmos resultados. Para novos resultados necessitamos de outras alternativas, propostas diferentes, mudanças. Eu sei que mudar é difícil, às vezes, é extremamente penoso.

Completando meu raciocínio, não creio que seja necessário mudar a fachada, mas principalmente o interior. Ou seja, para mudar você não precisa trocar de casa, de marido ou esposa, de filhos, de emprego... Basta que mude sua forma de olhar para tudo isso e observe o que tem feito de concreto para usufruir a oportunidade que lhe está sendo dada, oportunidade de ser feliz junto aos seus. Se perceber que está ocupado demais para responder essa pergunta, cuidado, você pode estar sendo vítima da sobrecarga de tarefas. O cansaço costuma deixar tudo feio e sem graça. Não o deixe pegar você. Pare um pouco e avalie se tudo o que vem fazendo é realmente necessário. Caso não seja, descarte. O peso fica menor, a vida fica melhor, e todos ao seu redor agradecem.

A autora, Maria Regina Canhos Vicentin, é psicóloga, bacharel em direito

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