O que gostaria é de compartilhar um fato ocorrido, sobre ação policial. No dia 20 de dezembro último, estava fazendo compras de natal no Calçadão da Batista quando por volta das 19h30 começou uma chuva. Como estava dentro de uma loja com minha noiva, decidimos por esperar passar, pois estava muito forte e deveria se passageira. O que infelizmente não ocorreu, pois a chuva demorou demais e depois de 15min a enxurrada chegada dentro da loja, por cima da calçada da Azarias Leite. Por ser dia de coleta de lixo, vários sacos de lixo saíram arrastados pelas enxurradas e enroscavam embaixo dos carros estacionados. O resultado é que a água não mais passava por debaixo dos carros e formava-se uma parede de água atrás do veículo, tanto que alguns saíram do lugar e bateram no veículo da frente.
Diante de todos aqueles acontecimentos, lembrei que estava com a moto parada na Agenor Meira, uma quadra acima da Rodrigues e fiquei apavorado ao ver carros sendo arrastados. O que seria da minha moto? Então decidi correr com água até o tornozelo, para tirar a moto de lá. Quando cheguei fiquei aliviado ao ver que a moto ainda estava lá. Agora, todo molhado, me lembrei do risco de pegar uma doença e fui até a loja onde minha noiva estava, ambos estávamos molhados, então disse a ela que esperasse pois iria até em casa pegar o carro, afinal, a chuva parecia que ia demorar a parar.
Como estava na quadra 2 da Batista com a Azarias Leite, olhei para a 1° de Agosto e só avistei água alta, lembrei de que sempre enche na frente da Estação Ferroviária, então minha saída era passar pelo Calçadão até a próxima rua que sobe, ou subir por uma quadra na contramão para chegar na Rodrigues. Resolvi então atravessar pelo Calçadão, até chegar na Gérson França (uma quadra) para ir até a Falcão por cima, sem passar pela Pedro de Toledo, que estava intransitável, cheia dágua. Com segurança, cheguei até o viaduto, mas o que encontro no início da Campo Salles é outra “piscina”, mais carros parados, gente pedindo ajuda e ônibus esperando na fila, fui devagar por entre os carros e, finalmente, consegui chegar até minha residência, com minha moto inteira. Tomei logo um banho, para me limpar da água suja e peguei minha noiva de carro, combinei com ela na 15 de Novembro, pois estava melhor para transitar. Finalmente tinha acabado um pesadelo...
O que ocorreu, para minha surpresa, é que depois de 20 dias chega em casa um multa, isto mesmo, uma infração por ter transitado sobre a calçada. Enquadramento 5819, justamente no momento em que tentava sair daquele caos, por não saber mais o que era rua e o que era calçada. Na 1 de Agosto, resolvi passar pelo Calçadão, por uma quadra, a 5 Km/h, e o guarda, que não deveria estar ajudando a quem precisasse naquele momento, resolveu me autuar.
Eu, um cidadão que anda cerca de 1500 km/mês, há mais de 5 anos não levo uma multa sequer, por qualquer infração que seja. Será que é assim que funciona essa “máquina de multas”, sou um bauruense e estava apenas fugindo de um caminho onde não se sabia o que era rua e o que era calçada, estava tudo inundado e correndo risco de pegar uma doença, e ainda sou obrigado a pagar...
Fica aqui uma história de um leitor bauruense decepcionado com o município em que vive. Obrigado.
Fábio Lopes de Oliveira