Rural

Prefeitura interdita ponte na zona rural

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

A ponte de madeira na estrada Bauru-Santelmo, conhecida como Chapadão, foi interditada por tempo indeterminado depois que as águas romperem sua barragem. A estrada Água do Paiol tem trechos críticos que tornam a vicinal intransitável.

A secretária municipal de Agricultura e Abastecimento de Bauru, Maria Eugênia Gracia, disse ontem que, pelas condições momentâneas, não dá para fixar um prazo para a liberação da ponte.

Em vários pontos da zona rural, o péssimo estado das estradas vicinais impedem que os produtores escoem sua produção e colocam em risco a circulação dos moradores, que trabalham na zona urbana e residem em chácaras e sítios. O agravante na zona rural é que muita gente está ilhada sem ter uma via que sirva de alternativa.

Gracia explicou que, até o final de março, o trabalho da prefeitura será emergencial, sem intervenções que possam resolver os problemas definitivamente.

Ela ressalta que um plano de recuperação das estradas e estruturas será traçado para execução no período de estiagem. Conforme declarou ao site da prefeitura, Gracia afirmou que Bauru tem hoje cerca de 500 quilômetros de estradas, mas não se sabe se são vias municipais, particulares ou de “servidão”.

Na ponte do Chapadão, com acesso para a entidade Esquadrão da Vida, não passa carro-de-boi nem carroça.

Gracia esteve vistoriando ontem a estrada do Água do Paiol e pôde constatar os graves problemas para a circulação de veículos.

A ponte da Maritaca é outra que está comprometida, também com problemas na barragem. O local fica próximo ao bairro rural Rio Verde, na rodovia Bauru-Arealva.

Conforme a secretária, o problema mais grave nas vicinais de terra são os pontos com declive acentuado, onde a pista está sendo inundada. “Estão servindo de leito de rios”, diagnosticou.

Gracia espera que os proprietários lindeiros das estradas colaborem com a prefeitura, como no caso das obras na estrada municipal de Kirilândia, no último final de semana, que teve pontos recuperados com a ajuda do moradores.

Prejuízo

O produtor Paulo Onohara, que tem uma propriedade em Agudos, ficou atolado na quarta-feira passada na estrada municipal de Kirilândia, nas imediações do Kartódromo de Bauru. Ele conta que tinha que estar às 4h na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp-Bauru), mas, às 10h, ainda estava preso na estrada.

Depois de passar maus bocados na vicinal, Onohara explicou que nem quis colocar na ponta do lápis o prejuízo com a estrada de Kirilândia. Além do estrago em um pára-choque, entortado na hora de rebocar o caminhão da cratera, o produtor contabilizou a perda de 60 engradados de verduras que deixaram de ser comercializados em Bauru.

Onohara conta que foi um calvário para se livrar do buraco. Logo que saiu de sua propriedade, atolou o caminhão na estrada de Kirilândia, em Agudos. Vendo que seria impossível passar, buscou o caminho alternativo por Guaianás, mas também ficou preso. Resolveu insistir por Kirilândia, onde conseguiu prosseguir sem problemas até o trecho posteior à fazenda da Universidade do Sagrado Coração (USC). Entretanto, caiu na cratera localizada na direção de uma propriedade da Igreja Quadrangular.

O produtor comenta que corria contra o relógio para livrar o veículo do buraco, mas seus esforços eram inúteis. Como o tempo passava, o agricultor desistiu e ligou para a Prefeitura de Bauru pedindo socorro. Ele garante que foi atendido de pronto pela administração municipal.

O que lhe chamou mais a atenção no episódio é que as condições da estrada não permitiam nem a passagem de carroça, nem de trator.

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