Jaú - O advogado da Cooperbens, Pedro Alexandre Nardelo, negou ontem, em uma nota de esclarecimento à imprensa, que a empresa esteja ferindo o Código de Defesa do Consumidor e afirmou que todos os clientes que se sentiram lesados estão recebendo o dinheiro de volta.
A empresa está respondendo a pelo menos 35 inquéritos policiais por propaganda enganosa em Jaú (47 quilômetros a leste de Bauru). Recentemente, a Justiça emitiu duas sentenças contra a empresa. Uma pede a prisão preventiva dos proprietários e a outra determina o ressarcimento de uma cliente no valor de R$ 6.973,00, mais juros e correção monetária.
A empresa oferece planos para a compra da casa própria. Os interessados em participar precisam dar uma entrada e depois pagar mensalidades para ter direito a uma carta de crédito para a compra da casa.
De acordo com denúncias de clientes, a empresa teria prometido entregar a carta de crédito depois de quitada a 18ª parcela. Como isso não aconteceu, aqueles que se sentiram enganados procuraram a polícia e registraram boletim de ocorrência.
Na nota, Nardelo alega que os contratos firmados e a forma de entrega dos bens estão dentro das regras do Código Comercial, não havendo nenhum desrespeito ao consumidor.
Em Jaú e outras cidades da região, os planos eram comercializados pela empresa Grifo Assessoria de Investimentos Ltda. Depois que surgiram as primeiras denúncias, o caso foi noticiado pela imprensa e, segundo o advogado, muitos clientes desistiram do plano, enquanto outros pararam de pagar e tiveram o contrato cancelado.
Em ambos os casos, Nardelo informa que a empresa ofereceu a restituição parcelada dos valores pagos, descontando-se as taxas administrativas previstas no contrato. Segundo o advogado, diversos clientes aceitaram esta opção e estariam recebendo seus créditos. Outros não concordaram com o parcelamento e entraram com processo judicial pedindo a restituição em parcela única.
Quanto à ordem de prisão preventiva expedida pela Justiça de Jaú contra os proprietários da Cooperbens e da Grifo, o advogado entende que ela é ilegal. Na opinião dele, os acusados não cometeram nenhum crime. Ele informa na nota que já foi pedido o habeas corpus para revogação do decreto de prisão preventiva.
Nardelo encerra a nota ressaltando que os contratos que ainda estão vigentes serão respeitados pela empresa.