Saúde

Creches seguem normas sanitárias

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação de Bauru, creches e berçários são regidos por parâmetros e normas nacionais de educação e condições de higiene.

A primeira delas é que os berçários - usados para bebês de até um ano e oito meses - ficam em ambientes separados das crianças maiores.

De acordo com Aparecida Sardinha de Moura, diretora da Escola Municipal de Educação Infantil Integrada (Emeii) “Luzia Therezinha de Oliveira Braga”, no Parque Real, logo no início do ano, cada bebê matriculado recebe um bercinho que será só seu.

“Nós colocamos uma etiqueta com o nome da criança e, enquanto estiver no berçário, só ela vai usar aquele berço”, explica.

O mesmo ocorre com as mamadeiras. “Elas são separadas para suco, leite e água, e cada uma recebe o nome de uma criança. E todas elas são esterilizadas antes do uso. Até os funcionários são separados. Os que cuidam do berçário não têm contato com as crianças mais velhas”, informa.

A hora do banho também segue critérios especiais. Ela garante que a banheira é rigorosamente esterilizada entre um banho e outro. As roupas (de cama, banho e vestir) são lavadas separadamente daquelas das outras crianças e os brinquedos - todos laváveis - são esterilizados diariamente.

Se uma criança está com diarréia, ela é mantida mais afastada das outras e, se houver uma alteração persistente ou uma febre mais alta, a mãe é chamada e encaminhada para o posto de saúde. “Nós nos encarregamos de conseguir uma vaga para ela”, afirma a assistente social Maria de Lourdes Tozin.

No dia-a-dia, as crianças são mantidas em ambientes arejados e têm seus horários adequados de tomar sol, comer, dormir e brincar.

“A disseminação de uma infecção entre dois bebês dentro da creche é rara. O que acontece, às vezes, é haver um surto de catapora, por exemplo, no bairro. Aí mais de uma criança pode apresentar a doença”, salienta a diretora.

Médicos explicam que o que ocorre, muitas vezes, é que um bebê sadio (imune ao vírus pelos anticorpos recebidos da mãe) carrega o germe na roupa e esse microorganismo pode desencadear uma infecção em outro bebê (que não tem os tais anticorpos).

Para a diretora do Departamento Pedagógico da Secretaria de Educação, Griselda Luiza Purini, em muitos bairros, o atendimento que a criança recebe na creche é muito melhor do que o que receberia em casa.

“Famílias carentes não oferecem a variedade de alimentos que o bebê tem aqui. E no berçário, a criança é cuidada por técnicos, pessoas que foram treinadas para lidar com bebês e fazem isso seguindo uma série de parâmetros e normas específicos”, afirma.

Ela afirma que nem todas a creches podem ser consideradas modelo. “Até porque, alguns prédios são antigos e precisam de adequações. Mas estamos constantemente trabalhando para elevar todas elas ao mesmo patamar de qualidade”, garante.

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Amamentação

A Secretaria Municipal de Educação estuda uma forma de incentivar as mães usuárias de berçários públicos a manter o aleitamento materno, mesmo depois de terem voltado a trabalhar. A idéia, de acordo com Griselda Luiza Purini, é fazer uma parceria com o Banco de Leite Humano.

“Funcionários do berçário seriam treinados para colher e armazenar o leite da maneira adequada. Todos os dias, ao deixar o bebê, a mãe faria a coleta na própria creche - para garantir os procedimentos corretos”, descreve.

Com isso, seria possível oferecer o leite da própria mãe aos bebês no decorrer do dia. A idéia é defendida por vários médicos, mas deverá levar algum tempo para ser aplicada, pois é um trabalho que exige orientação, capacitação e ambientes adequados.

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