Regional

Hospital e prefeitura negociam com INSS

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

São Manuel - A Irmandade São Vicente de Paulo, a Prefeitura de São Manuel (69 quilômetros a sudeste de Bauru) e representantes do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) se reúnem na quinta-feira para iniciar a negociação do débito de R$ 1,355 milhões da instituição com a Previdência Social e FGTS.

O prefeito Flávio Massarelli Silva (PSB) revelou ontem que será proposto a quitação da dívida com o repasse para o INSS do prédio do Hospital Casa Pia São Vicente de Paulo, além de outros imóveis do patrimônio da Irmandade. Silva detalha que se trata de uma espécie de caução de bens em troca da quitação do débito. Ele entende que está é a forma mais viável para sanar as contas do hospital e firmar novos convênios com os governos federal e estadual.

Silva explica que ainda não foi feito um levantamento do valor patrimonial que poderá ser disponibilizado. Caso o INSS venha a aceitar a proposta, o prefeito esclarece que o hospital não fecharia suas portas, apenas mudaria de dono. O prefeito acrescenta que a situação de inadimplência da unidade hospitalar com o INSS e FGTS impossibilita novos convênios na área de saúde, além do Serviço Único de Saúde (SUS) disponível para a população.

Como em São Manuel cabe à prefeitura a Gestão Plena do Sistema de Saúde, o prefeito está implementado um sistema de controle que, segundo ele, já começa a apontar a má gestão no hospital. Silva revela que na segunda-feira sumiram 30 pratos da unidade hospitalar e anteontem desapareceram 85 comprimidos psicotrópicos do estoque. Ele acusa que o desvio de medicamentos é feito por “gente de dentro do hospital”. “A coisa é mais séria do que a gente imagina”, avalia.

Promotoria

O Ministério Público através do promotor da Cidadania em São Manuel, Alex Ravanini Gomes, está colhendo informações sobre toda a situação de atendimento do Hospital Casa Pia São Vicente de Paulo. Por enquanto, Gomes aguarda que os problemas enfrentados pela unidade hospitalar sejam resolvidos sem a necessidade de uma medida judicial. Ele entende que a volta do atendimento da maternidade, pelo SUS, vai depender da adequação do número de médicos do hospital.

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