A Associação Nacional de Jornais (ANJ), com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), lançará no próximo dia 14 a Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa. O Jornal da Cidade, filiado à ANJ, apóia a iniciativa. O objetivo da Rede, acessada por meio do site www. liberdadedeimprensa.org.br, é trocar informações a respeito da liberdade de imprensa no Brasil, acompanhar ameaças contra jornalistas e veículos de comunicação e manter contatos com entidades congêneres brasileiras e internacionais.
O evento será realizado no auditório do jornal Folha de S. Paulo, a partir das 17h30. A abertura será feita pelo conselheiro de Comunicação e Informação para a América Latina da Unesco, Andrew Radolf.
A Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa estará atenta a fatos que representem ameaça ou cerceamento, caracterizem censura, agressão, atentado, atos ou iniciativas que impeçam ou prejudiquem o livre exercício do jornalismo, e que tenham vínculo com a atividade profissional de jornalistas e de veículos de comunicação.
Vai divulgar para a sociedade brasileira e para a comunidade internacional ocorrências e manifestações relativas à liberdade de imprensa, prestar informações a entidades congêneres nacionais e internacionais, e acompanhar o surgimento e andamento de iniciativas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e de setores da sociedade que representem ameaça, empecilho, dificuldade, impedimento ou cerceamento à liberdade de imprensa.
Após a solenidade de abertura vão falar o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, e o presidente da ANJ, Nelson Sirotsky. Das 18h45 às 21h acontecerá o painel “Direito à Informação x Privacidade”, com palestra e debate. O palestrante será o jurista Manuel Alceu Affonso Ferreira e os debatedores o ex-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Cláudio Baldino Maciel; o master em jornalismo Carlos Alberto Di Franco; e o editor de Opinião da Folha de S. Paulo e diretor do Comitê de Liberdade de Expressão da ANJ, Marcos Augusto Gonçalves.
O público será formado por representantes de instituições que atuam em defesa da liberdade de imprensa, editores de jornais, rádio e televisões, e representantes dos meios político, jurídico e acadêmico. O evento é aberto e as inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site da Rede. Depois de São Paulo, a Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa será lançada em Fortaleza (7 de março), Porto Alegre (11 de abril), Rio de Janeiro (2 de maio) e Brasília (8 de junho).
Quem são
Associação Nacional de Jornais (ANJ) foi fundada em 17 de agosto de 1979. É uma entidade sem fins lucrativos e por determinação do seu estatuto social, é constituída por empresas brasileiras, editoras de jornais, de circulação diária ou no mínimo semanal, devidamente matriculadas como sociedades jornalísticas no respectivo registro.
A missão da ANJ é defender a liberdade de expressão, do pensamento e da propaganda, o funcionamento sem restrições da imprensa, observados os princípios de responsabilidade, e lutar pela defesa dos direitos humanos, dos valores da democracia representativa e da livre iniciativa.
Criada em 16 de novembro de 1945, logo após a segunda guerra mundial, a Unesco conta com mais de 190 estados membros que se reúnem a cada dois anos em conferência geral. As suas áreas de atuação compreendem os seguintes temas: educação, ciências naturais, humanas e sociais, cultura, comunicação e informação.
Comunicação e informação são partes integrantes de seus programas de ação desde 1947, quando a primeira conferência geral aprovou as primeiras ações estratégicas da organização. A área temática de comunicação e informação é orientada por três objetivos principais: promover o livre fluxo de idéias e o acesso universal à informação, promover a expressão do pluralismo e da diversidade cultural na mídia e nas redes mundiais de informação e o acesso universal às tecnologias de comunicação e informação.