Itapuí preparou uma grande festa de Carnaval para este ano, apesar do pouco tempo para a organização da festa popular, explica o diretor cultural do município, Alessandro Fantin. Serão realizados desfiles hoje e terça-feira, na avenida do Porto.
A escola de samba Ponte Preta, com 19 anos de experiência, apresenta este ano o samba-enredo “Arte Magia e Tradição” e vai desfilar com seus mais de 200 integrantes. A bateria da escola é o seu forte. O desfile contará ainda com dois carros alegóricos, um com destaques e um infantil para ala das crianças.
As ruas da cidade vão receber decoração especial para animar os foliões. Os bailes são realizados no interior do Clube Municipal, com entrada é franca. Os dois matinês estão agendados para hoje e terça-feira a partir das 15h.
Mas a programação dos festejos carnavalescos não pára por aí. Hoje, a festa recebe novo ânimo com o concurso de blocos que terá premiação.
Samba no sangue
Maria Benedita da Silva, chamada carinhosamente por Dita, tem 52 anos e há 22 é porta-bandeira da Escola Ponte Preta de Itapuí. “Foi por acaso. Eu desfilava em um bloco e a mulher do prefeito da época, Orlene, precisava de uma porta-bandeira para o desfile. Como eu era a mais velha da turma, ela me escolheu. Até hoje sou porta-bandeira.”
Mãe de quatro filhos, a dona de casa diz que não se intimida com o público. “É muita emoção quando a escola entra na avenida. Eu me transformo, me concentro só nos meus passos e o desfile acaba em pouco tempo”, explica.
A animação da avó contagiou os netos, que hoje também são integrantes da escola. “Três netos desfilam, uma menina de 13 anos, um de 9 e um de 11 anos.”
Para Maria das Graças Dias, 55 anos, que há 22 anos sai na ala das baianas, o desfile é um evento emocionante. “Cada desfile é único. Toda vez que entro na avenida com a escola fico arrepiada. É a emoção à flor da pele. O samba está no sangue. Tenho um filho que é mestre-sala.”
Reciclar as fantasias para o desfile foi uma tarefa executada pelas coordenadoras da escola de samba Lúcia Mello e Eva Romão. “Nós fazemos tudo na mão e as costuras na máquina. Criamos fantasias a partir das já existentes, temos que colocar a escola na rua.”
A escola Ponte Preta este ano desfila com 75 integrantes na bateria, 14 na ala das baianas, oito passistas, três destaques, duas portas-bandeiras, cinco na comissão de frente e 40 crianças.