Saúde

Para agüentar o 'tranco' dos 4 dias

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Para muitas pessoas, o Carnaval é uma das festas mais esperadas do ano e significa quatro (ou cinco) dias ininterruptos de muito agito. Bom para relaxar, bom para divertir, mas pode ser um verdadeiro “sufoco” para o corpo.

Para agüentar o “tranco” sem problemas mais tarde, profissionais de diferentes áreas dão algumas dicas preciosas.

A primeira delas é unânime: é preciso tomar muita água. A regra vale para o ano todo, para todos os dias. Mas ha hora da folia, no meio do salão, no sambódromo ou atrás de um trio elétrico, essa hidratação precisa ser redobrada. Afinal, Carnaval é sinônimo de atividade física, significa gasto de energia e muita transpiração. Por isso, entre uma música e outra, uns goles de água vão muito bem.

Os sucos também valem, especialmente os naturais. Com a vantagem de que, além de repor líquidos, eles também ajudam a repor vitaminas e minerais consumidos pela folia.

Roupas leves, de preferência confeccionadas com tecidos de algodão para facilitar transpiração e um bom tênis para amortecer o impacto da dança também são recomendações consagradas.

Para não sobrecarregar o organismo, uma alimentação leve e balanceada, abusando dos vegetais. Bolachas, pães e torradas integrais, barras de cereal e frutas são ótimos curingas. “O fundamental é evitar alimentos gordurosos e frituras, que prejudicam a digestão e provocam sono”, destaca a nutricionista Cintha Monteiro Sobral.

Entre uma música e outra, um pouco de repouso vai bem. “Sempre que sentir a perna cansada, o ideal é que a pessoa procure um espaço para relaxar. Apóie as pernas em uma parede por cerca de meia hora, estendo-as para cima”, recomenda o cirurgião vascular paulista Kasuo Miyake.

Segundo ele, é importante não ficar muito tempo parado na mesma posição, seja em pé ou sentado. Uma boa pedida é fazer movimentos que trabalhem as panturrilhas, que funcionam como o coração das pernas. “Com esses cuidados, as pernas vão agüentar mais facilmente a maratona carnavalesca”, acrescenta.

Se a noitada foi boa, é melhor descansar no dia seguinte. Para o neurologista Ademir Baptista Silva, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o ideal seria ter “acertado” o relógio biológico com uns dias de antecedência. Mas se isso não foi feito, é importante reservar umas boas horas do dia para dormir depois do baile. E mesmo estando acordado, é interessante repousar a voz, o ouvido e as pernas.

Para aqueles que abusaram no baile de ontem e acordaram com aquela ressaca, melhor procurar um médico ou deixar o organismo se recuperar sozinho. “Deve-se evitar ao máximo a automedicação”, adverte o chefe do pronto-atendimento do Hospital Santa Paula, de São Paulo.

“Para preservar a saúde, a pessoa deve desviar da farmácia e ir primeiro ao hospital mais próximo. Lá, ela será devidamente examinada, hidratada e receberá a medicação certa. É muito comum a automedicação aliviar temporariamente os sintomas, mas acabar retardando o diagnóstico preciso de outras doenças”, completa.

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