Tribuna do Leitor

Área ociosa


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Caro amigo leitor deste importante espaço cedido à população por este democrático veículo de informação da nossa cidade. Tenho visto e acompanhado nesses últimos anos no que tange à administração pública a falta de sensibilidade profissional, a não atuação arrojada dos administradores, bem como um total desinteresse em buscar novos paradigmas que viabilizem futuras arrecadações, sem onerar o munícipe.

É preciso usar de criatividade e utilizar-se de forma eficaz os bens imóveis que pertencem ao município, a fim de agregar novos recursos às receitas da Prefeitura e seus entes. Exemplo: os terrenos que compõem o patrimônio dos entes podem e devem ser utilizados de forma eficaz e, neste sentido, quero aqui apresentar uma idéia.

A Funprev (Fundação de Previdência do Município) possui em seu patrimônio uma área de 1.300² (um mil e trezentos metros quadrados) e que fica localizado à rua Professor José Ranieri, quadra nove, ou seja, em uma área nobre da cidade. Pois bem, este terreno encontra-se ocioso, isto porque o referido terreno está de certa forma abandonado, desde o fim do ano de 1996.

E desde então, o extinto SEPREM, hoje Funprev, vem utilizando-se de imóveis alugados para sua instalação. Para se ter uma idéia, só em pagamentos com aluguéis a terceiros a Fundação já gastou o equivalente a dois imóveis idêntico ao que utiliza-se hoje. Sem dúvida alguma, tal fato não é salutar ao ente em questão.

Portanto, percebe-se a existência de uma área não produtiva, mas que poderia e deveria tornar-se produtiva. Você deve estar se perguntando, de que maneira? Pois bem, segue aqui um exemplo: por que não enviar um Projeto de Lei a Câmara Municipal solicitando autorização para que a Fundação formalize uma parceria com a iniciativa privada, sendo que o empreendedor deverá construir na área em questão um edifício e este poderia ser um centro administrativo, um shopping, um residencial ou todos ao mesmo tempo?

Tal investimento seria explorado pelos parceiros Funprev e a empresa que por ventura ganhasse a concorrência. Tal ato, além de gerar uma renda perene aos cofres da Fundação, o que é salutar, geraria também novos postos de trabalho, tanto na construção civil, quando da construção do mesmo, bem como após o termino das obras, com a instalação de empresas no local. Vale lembrar que existem administradores públicos, alguns de plantão, outros que passaram pela Prefeitura e que ao lerem esta carta devem estar dizendo o seguinte: “Acontece que todos os atos em órgãos públicos são complicados..., morosos... etc.”

Para esses, que são bem poucos, felizmente eu digo o seguinte: complicado é não fazer nada, passar despercebido, ser omisso ou fazer tudo de forma obscura, sem transparência. Olha, e tem mais, a vocês digo o seguinte: quem sabe faz a hora não espera acontecer, como dizia o inesquecível Geraldo Vandré, em sua célebre canção “Pra não dizer que eu não falei de flores”. Um administrador deve, no presente, preparar o futuro. Também faz-se necessário lembrar a todos que quando discuti-se e de forma ampla com a população, esta dá o respaldo necessário que os administradores públicos anseiam. Basta ser arrojado, dinâmico e licito, é claro.

Vanderlei Aparecido Tomiati - RG 18.682.530-4 servidor público municipal

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