Tribuna do Leitor

A luz que luzia doce


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O futuro é tão brilhante que preciso usar óculos escuros! Esta frase é de uma música do grupo americano Timbuk 3, sucesso em 1988.

Para alguns, futuro brilhante seria o sol a refletir na lataria do carrão zero. Para outros, brilhante apenas o reflexo do sol na parabólica fincada na lama da favela.

Cada qual a sua maneira, almeja mais luz em sua vida, em seu futuro. Os meios de alcançá-la variam na proporção direta da pobreza ou da riqueza de quem a procura. Matemática imprecisa onde um mais um é igual ao infinito.

Na realidade, o brilhantista de nosso futuro está para nossas boas ações assim como nossa imperfeição está para nosso egoísmo. A egolatria, por sinal, tem conquistado muitos adeptos.

O comportamento recalcitrante de alto proteção através do isolamento converge para situações de indiferença em relação aos que ainda vêem, na ajuda mútua, o caminho para pôr fim à escravidão comportamental consumista. Peço licença para citar um poema de Mário Quintana: Todos os jardins deveriam ser fechados com altos muros de um cinza pálido, onde as fontes pudessem cantar sozinhas. O que mata um jardim não é a ausência nem o abandono. O que mata um jardim é o olhar indiferente de quem por eles passa! (Prof. José Reginaldo Furtado - RG. 14.808.646).

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