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Basquete: Plasútil-Sukest apresenta novo time

David Cintra
| Tempo de leitura: 4 min

O Bauru/Plasútil-Sukest apresentou ontem, no ginásio Panela de Pressão, a equipe que disputará o Torneio Novo Milênio, a partir do dia 19 de março. Do time que disputou o Paulista do ano passado foram mantidos cinco jogadores - Soró, Marcel, Zezinho, André e Atílio -, enquanto quatro novos atletas foram contratados.

Chegaram para compor o elenco os pivôs Ricardo e Leandro, o armador Djair e o ala Zé Mauro. Segundo o técnico Tom Zé, mais dois jogadores estão bem próximos de acertar com a agremiação bauruense. São eles o armador Neto e o pivô Douglas, ambos em idade juvenil.

Além dos atletas, foi apresentada a comissão técnica, que terá também o auxiliar-técnico e treinador da equipe juvenil Raul Togni e o preparador físico João Paulo Borin, que não vai trabalhar em tempo integral em Bauru. “Hoje, financeiramente não podemos ter ele (Borin) aqui 24 horas. Assim, ele virá duas vezes por semana e teremos um auxiliar dele. Mas a orientação é dele, toda a responsabilidade é dele”, revelou Tom Zé.

Como já adiantara em sua apresentação oficial, o novo treinador do time bauruense optou por montar uma equipe jovem, uma vez que pretende usar o Novo Milênio como um “laboratório” para o Campeonato Paulista, que será disputado a partir do mês de setembro.

A contratação de jogadores jovens, se justifica, segundo Tom Zé, por dois fatores. O primeiro: “A base nossa hoje é fraca. Se tivéssemos uma base que tinha há três anos atrás, não precisaríamos buscar esses jogadores”, afirmou.

O segundo fator é que em plena disputa do Nacional, praticamente não há jogadores disponíveis no mercado, assim, é melhor trabalhar com as promessas, que não estão tendo espaço em virtude de suas equipes possuírem elencos com atletas já consagrados.

Assim, entre os novos contratados não há nenhum jogador de grande fama ou muita experiência. A execeção é o armador Djair, que tem 28 anos. Baixinho para um jogador de basquete - tem 1,76m de altura - o atleta se diz um “armador nato” e que não tem nenhum medo dos grandões que enfrenta.

Djair começou a carreira no Ribeirão Preto/COC e já passou por Corinthians, Ulbra, Joinville - equipe pela qual foi campeão estadual no ano passado - e teve uma rápida passagem por Assis. “A expectativa é fazer um bom campeonato, a gente sabe da história do basquete de Bauru e da responsabilidade que temos de trazer Bauru de volta ao cenário nacional”, declarou o armador.

Mas se contratou um baixinho, o Plasútil-Sukest terá também um gigante. O pivô Ricardo, de 20 anos, tem 2,10m e é uma das promessas do basquete brasileiro. “Vamos buscar uma boa campanha na Copa Milênio e fazer um Paulista melhor ainda”, afirmou.

Ricardo disputou o Paulista do ano passado pelo Mogi/Corinthians, que foi eliminado nas quartas-de-final pelo Franca, e já teve passagens pelo Palmeiras e Ribeirão Preto/COC.

Outro jogador que veio do Mogi é o ala-pivô Leandro, de 23 anos, que fez coro com Tom Zé e falou em ”resgatar” o basquete de Bauru. “Chego com a expectativa de fazer um bom Campeonato Paulista para chegar à Liga Nacional.”

Leandro, de 2,03m, começou a carreira em São José do Rio Preto, depois se transferiu para o COC, onde foi campeão paulista juvenil sob o comando do próprio Tom Zé. “Ele foi o técnico que me lançou no adulto”, lembrou. Do COC, Leandro se transferiu para o Mogi, depois foi para Campos e retornou à equipe de Mogi das Cruzes.

“Estou muito contente e empolgado para começar logo a trabalhar. No Mogi eu não estava sendo muito aproveitado e estou louco para jogar”, declarou o ala-pivô.

Leandro disse ainda que pretende jogar mais como ala em Bauru, já que no Mogi estava atuando como pivô. “Minha principal característica é o chute. Gosto de marcar também, mas jogando como ala”, revelou.

Por sua vez, o ala Zé Mauro, de 1,93m, é o mais jovem dos novatos do Plasútil-Sukest. Aos 17 anos está ainda na idade de juvenil e disputará o Novo Milênio pela equipe adulta, mas também comporá a equipe juvenil que participa do Estadual da categoria, a partir de 7 de março próximo.

“Saí do time de Franca agora e, juntamente com o Tom Zé, esperamos realmente fazer este trabalho de reconstrução do time de Bauru”, afirmou o ala, que é natural de Campo Grande-MS, onde começou a carreira antes de se transferir para Franca. O jogador se autodefine com um ala que faz “um corte rápido” e salta bastante.

Remanescente da equipe do ano passado, o ala Soró mostrou confiança na nova comissão técnica. “Fiquei feliz com a chegada do Tom Zé, que é um técnico de muita experiência e que tem um trabalho reconhecido. Gostei muito do ‘papo’ (conversa) dele. Parece que este ano as coisas serão bem melhores”, disse o ala.

Soró foi campeão nacional por Bauru em 2002 e no ano passado foi considerado um dos principais jogadores da equipe que venceu o “Triangular da Morte”, torneio que apontou dois rebaixados para a segunda divisão (Pinheiros e Hebraica).

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