Tribuna do Leitor

OS CIDADÃOS DE BAURU E A ÁGUA


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Mais uma vez o importante espaço da Tribuna do Leitor vem sendo palco de um tema apaixonante que é a água e seu uso. Digladiam-se, no bom sentido, os que vivem o “status quo”, onde o precioso líquido é usado e consumido à vontade, sem qualquer tipo de restrição, revelando assim uma mentalidade de que sua disponibilidade está em uma fartura imensurável. De outro lado, aqueles que defendem a punição para os cidadãos que desperdiçam a água na lavagem de calçadas e carros, em defesa, portanto, do projeto de lei do vereador Rodrigo Agostinho, demonstrando desta forma uma consciência conservacionista do bem natural. A bem da verdade, embora o projeto de lei seja um passo na direção educativa da população, a aplicação da lei, caso venha a ser aprovada (e aí já seria um avanço) pela Câmara de Vereadores, ocorreria somente em condições específicas “... de risco de desabastecimento total ou parcial de água do município de Bauru, poderá ser decretado Estado de Alerta de Desabastecimento...”. Parece mais do que claro, sensato e justo que, em momento de escassez e desabastecimento de água, constitui uma afronta à inteligência humana o desperdício de água com “... I - lavar calçadas com uso contínuo de água; II - molhar ruas continuamente; III - manter vazamentos de água; V - lavagem de veículos com uso contínuo de água...”. A penalidade para quem desrespeitar a lei é branda e amena. Será na primeira vez “... advertido o usuário no sentido de a prática não se repetir...” e “... a reincidência do desperdício, será aplicada multa de 25% do valor consumido pelo munícipe no corrente mês”. Certamente uma multa mais “doída” ou mesmo o corte de fornecimento de água terá um efeito mais didático. As citações entre aspas foram extraídas do projeto de lei do vereador Rodrigo Agostinho e têm o objetivo de trazer mais luz a questão, pois ao que parece é o que está faltando na discussão. O certo é que o projeto de lei de combate ao desperdício d’água não é nenhum “bicho papão”, pois terá seus efeitos somente nos momentos específicos de falta d’água e desabastecimento e que, para a felicidade geral da população de Bauru ainda são raros e escassos no nosso cotidiano. (Eng. Agrônomo Christopher Davies - RG 8.739.141)

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