Bairros

Bairro calmo tem assassinato

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O bairro é tranqüilo, de origem oriental. A vizinhança, literalmente familiar. Mesmo assim, a Vila Independência amarga o registro de um homicídio, computado pelos índices da polícia na semana retrasada. Mário Roberto Yozen Okama morreu aos 39 anos com um tiro no peito, quando fechava sua locadora instalada ao lado de casa.

“Ultimamente, o bairro está quente. Roubaram a padaria também. A cidade toda está assim. Na locadora, entraram uma outra vez à luz do dia”, relembra Pedro Taba, primo de segundo grau de Mário. O medo de assalto, associado a problemas de saúde, o fizeram abandonar a vida de feirante. Por causa da incidência de roubos, seus parentes desenvolveram técnicas coletivas de segurança.

“Quando a gente vê algum suspeito pelo bairro, a gente comenta (com as moradores das imediações, que são da mesma família)”, afirma Erika Tokohara, prima da vítima fatal. Ela mora a uma quadra da avenida Castelo Branco, onde a presença de policiais é constante. “Mas falta policiamento especialmente nas ruas laterais. Entraram três vezes na minha casa”, garante o aposentado Luiz Marcos Ferreira.

As ocorrências podem ter relação com o retorno de pessoas que cumpriram pena, voltaram ao bairro e retornaram à criminalidade, comenta o comandante da Base Comunitária de Segurança Oeste, Paulo Cesar Valentim. De acordo com ele, a região é bem policiada, especialmente no entorno da avenida.

“Como a Castelo é uma via comercial e de trânsito intenso, realizamos grandes operações por lá. Mas aquele pedaço (próximo à locadora) é tranqüilo. Quando temos solicitações no Jardim Vitória, Ouro Verde ou Jardim Ferraz passamos pela avenida”, explica Valentim.

Para ele, essas operações desencadeadas com o apoio da cavalaria e do Tático também são meios de coibir os homicídios. “As operações vislumbram a retirada de armas brancas (como faca, por exemplo) e de fogo, além da localização de entorpecente. Grande parte dos homicídios está relacionada ao tráfico”, acrescenta. Segundo Valentim, o combate à violência também envolve a fiscalização a bares, onde várias pessoas perderam a vida nestes estabelecimentos ou nas imediações deles. “Fazemos a vistoria em parceria com a Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan), que fiscaliza a parte administrativa”, explica.

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